domingo, novembro 11, 2007

Dúvidas




Toda a atividade proposta tem um objetivo. Nada pode ser mais claro.

Porém me pergunto, se a forma como deve ser executada, leva em consideração as condições físicas, sociais e espaciais daqueles a quem são propostas.

Apesar de por um lado ser negativo encontro o lado positivo a partir do momento em reflito sobre o meu trabalho em sala de aula. Que tipo de atividade estou propondo aos meus alunos. Será que é a forma ideal de atingir os meus objetivos? Não estou dificultando ou quem sabe complicando uma tarefa que poderia ser mais prazerosa?

Conscientização

Material para o Portfólio

Mudança de atitude

sábado, novembro 10, 2007

Conscientização 2



A primeira releitura que fiz do quadro de Velásquez “As meninas” foi a que estou expondo acima.

Por que mudei ?

Uma questão de interpretação da atividade. A princípio achava que deveria desenhar o quadro como eu via e o que eu via era uma situação de meus alunos no meio em que vivem e transportei todas as personagens do quadro para esta realidade.

Depois influenciada por conversas com colegas entendi que deveria desenhar o que o artista estaria observando para estar pintando o quadro.

De certa forma perdi qualidade com esta mudança e aprendi que a primeira leitura de uma obra deve ser mantida até mesmo para nos mantermos fiéis as nossas idéias.

Certo ou Errado, quem sabe?


sexta-feira, novembro 02, 2007

Novas reflexões - Somos a energia

O meu objetivo nesta postagem não é fazer críticas, mas sim, expor minhas impressões sobre o porque das dificuldades que encontro de acompanhar de maneira plena este curso de Pedagogia. As razões de estar fazendo uma graduação com a minha idade são de ordem pessoal e não posso mudar uma vida e nem escolher como a quero. Nos é dada uma situação, fazemos opções e colhemos os frutos de nossas escolhas.

A carga horária a que somos submetidas em nosso trabalho devo dizer que também é uma opção. Ninguém é obrigado a trabalhar, pois há muito tempo foi abolida a escravidão no Brasil (exceto em alguns casos que esporadicamente é noticiado na imprensa). Escolhi uma profissão que realmente queria, desejava e não me arrependo por isto e é uma profissão que me exige dedicação, pois jamais seria capaz de me considerar uma educadora se não me dedicasse com o coração a ela.
Procurei, batalhei e estou fazendo este curso com muito orgulho e carinho a ele e vou manter este objetivo, pois estou chegando a algumas conclusões felizes, pelo menos para mim. Retomando na minha memória desde o início do caminho percebi que cada professor tem na sua disciplina um filho único e querido que precisa ser apresentado em todas as suas potencialidades e facetas e o tempo é muito curto. Como crianças afobadas em contar as alegrias e novidades de um passeio dando ênfase aquilo que fizeram de melhor estamos professores e alunos-professores nos bombardeando de informações e criatividade com pouco tempo para absorvermos tantas novidades e as elaborarmos. Notei isto principalmente agora neste semestre onde estamos tratando disciplinas que envolvem muita sensibilidade e criatividade e quando usamos estas duas qualidades extremamente ternas e admiráveis nossas mentes não possuem limites, ou melhor, não se dão limites. Da mesma maneira em que no semestre anterior trabalhar a mente e o comportamento aconteceram dificuldades, pois precisávamos primeiro conhecer-nos a nós mesmos e isto leva tempo... Muito tempo...
Tudo isto estou considerando como positivo nesta caminhada porque chego a uma conclusão maravilhosa: Este rumo que tomamos não tem final de jornada e como diz o velho Sócrates* do posto de gasolina: “A felicidade está na jornada e não no objetivo final”. Esta jornada tem sido árdua, preocupante, mas extremamente gratificante, pois tem se tornado cada vez mais motivação de novas buscas e novas descobertas. Enfim estou, atualmente, considerando o desejo de passar ensinamentos e experiências como professores e a ansiedade de aprender cada vez mais como alunos, a melhor solução de energia para o mundo.

* Dan Millman- O caminho do Guerreiro Pacífico – Pensamento,1992,São Paulo

quarta-feira, outubro 31, 2007

Uma Tarde com ARTE e CULTURA

Hoje estive na “Feira do Livro” com as crianças. Foi um passeio bastante proveitoso e tranqüilo. Tivemos um encontro com o escritor Kalunga que é maravilhoso com as crianças. Interage com elas de maneira simples e agradável, contando histórias, cantando e dizendo poesias. Muito carinhoso e prestativo cativou a todos que participaram ativamente da apresentação. Após assistimos uma encenação sobre o meio ambiente apresentado por alunos da Escola Décio Martins Costa. Aproveitamos que um navio da Marinha estava ancorado recebendo visitação e foi uma grande alegria para todos subir a bordo. Visitamos os estandes e visitamos o ônibus da biblioteca do Sesi.

Todos estavam alegres com a programação. Mais um saldo positivo para lançar no nosso balanço anual.

Quero aqui registrar algo que não esperava encontrar. Um livro infantil (ou quase) escrito por José Saramago: A maior flor do mundo (escrito com a ortografia vigente em Portugal) da Companhia das Letras e com ilustrações de João Caetano.


quarta-feira, outubro 24, 2007

Razões para estar feliz


Estou imensamente feliz!

A cada dia que passa sinto mais paixão pela profissão que escolhi. Grande parte do mérito está no curso que estou fazendo, apesar das dificuldades impostas pela falta de tempo. Através dele sinto de certa forma recompensada pelo meu trabalho e pelas angústias sofridas em conseqüência dele. Neste curso tenho encontrado muitas respostas para meus anseios e dúvidas quanto “a ser educadora” e “o como proceder com coerência”. Cada nova lição me torna mais viva e necessária para estas crianças. Quando sinto pesar as frustrações vem uma nova palavra para aliviar o peso e me sinto reanimar para continuar naquilo a que me propus há “muuuiiiitos” anos atrás. Aos poucos, semestre a semestre vou me sentindo mais completa como profissional e como pessoa. Este momento da minha vida é muito especial porque no meio acadêmico voltei a acreditar que existem pessoas maravilhosas neste mundo e que merecem o meu respeito e admiração. No momento sinto necessidade de agradecer a todos que tem me acompanhado percebendo o meu crescimento ( Também! Já estava na hora de alguma coisa mudar!).
Outra coisa importante é que coloquei um computador na minha sala de aula(colaboração de meu marido) e me foi prometido pela direção a conexão com a Internet para o próximo ano. Meus alunos estão radiantes.


terça-feira, outubro 23, 2007

Concertos para Juventude


Estou bastante feliz com o resultado da ida ao Teatro São Pedro com as crianças para assistir “Concertos Banrisul para Juventude”.
Considero todos os aspectos positivos. Fomos de Trensurb e cada um comprou a sua passagem; passaram com segurança nas roletas sem atrapalharem-se como em outras oportunidades, entraram e saíram do trem sem correrias, caminharam pelo centro da cidade conversando naturalmente, mas não perderam o rumo do objetivo que os levou até lá.
Ao subirem as escadas do Teatro, tiraram os bonés com respeito sem necessidade de solicitar que o fizesse. Ao entrarem, percorreram as dependências respeitando as orientações dos funcionários, sentando-se com tranqüilidade e permaneceram com as conversas em tom baixo respeitando o ambiente. Assistiram ao espetáculo bastante concentrados respeitando a hora de bater palmas e a hora de silenciar. Na saída a minha maior satisfação foi ouvir os comentários, sendo unânimes em dizer que haviam gostado muito do espetáculo. Aparentavam estar felizes e tranqüilos.Conversamos sobre as músicas apresentadas e as que eles já haviam tido contato. Foi uma manhã de enriquecimento cultural e de cidadania.


domingo, outubro 21, 2007

Resultados


Após ter contato com as maravilhas da tecnologia, me senti tão envolvida que busquei uma forma de envolver meus alunos também nesta magnífica viagem de um futuro tão presente. Gostei muito da idéia de apresentação de Power-Point e passei a mostrar para eles as mensagens que recebia por e-mail apresentando alguns PPS (apresentação de slides do Microsoft Power Point), os quais prendiam a atenção deles e estimulavam perguntas a respeito da tecnologia. Senti que lhes era agradável e no momento em que disse que qualquer um deles teria a capacidade de criar uma apresentação sobre qualquer assunto que elegessem, despertei a curiosidade deles e a vontade de realizarem o trabalho. A partir daí começaram a se preparar para a tarefa de criação. Escolheram o assunto que lhes interessava e então passaram a pesquisar em jornais, revistas com caráter educativo e informativo como a revista Gênios e seus suplementos (RBS) e livros por mim disponibilizados, buscando elementos para o trabalho. Pediam material, sugestões e idéias para a execução. Durante a elaboração dos mesmos, ia fornecendo informações e dicas de como usar o programa e o teclado e contava com a colaboração de alunos que tinham algum conhecimento por participarem de projetos existentes para crianças em situação de risco social. O resultado foi gratificante. Apareceram assuntos diversos que estavam dentro da curiosidade deles em relação ao mundo como “O que é Música”, “Vulcões e Terremotos”, “Escritores Gaúchos”, até mesmo apresentação de livros infantis como “Roda de Chimarrão” de Maria Dinorah. Foi combinado que o trabalho seria composto de 10 slides no máximo e 7 no mínimo. Depois de planejados os slides e solicitadas as ilustrações (na Escola atualmente tem 4 computadores em funcionamento e não possuímos Internet) para que eu as digitalizasse ou buscasse na Internet, gravando-as em um cd , passamos para a Sala de Informática para que aos poucos eles fizessem a montagem do trabalho. A variedade de assuntos e a qualidade do trabalho realizado por eles podem comprovar a minha colocação que o trabalho foi um sucesso. Para isto estarei postando aos poucos as apresentações que eles fizeram na minha página do Wiki.

Para ver clique aqui.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Tristes Verdades



Se viermos a fazer uma avaliação de como está o "sistema de ensino" no Brasil, teríamos antes que avaliarmos como está o “sistema” no Brasil. Consideramos que o sistema corresponde à máquina pública que agrega milhares de trabalhadores. Quem viu o polêmico filme “Tropa de Elite”, percebe que o maior problema não é a segurança do cidadão. O grande problema brasileiro está na estrutura do sistema. A grande verdade é que o sistema brasileiro, a máquina pública que é sustentada pelo dinheiro dos impostos, está a serviço dela mesma.
Não é nada absurdo constatar que os funcionários públicos consideram estar fazendo um favor para a sociedade, tal e qual o seu patrão deixa passar por ocasião da época das eleições. Candidatos vão para a mídia dizer que estão ali para resolver todos os problemas da sociedade: educação, saúde segurança. Eleitos esquecem tudo o que prometeram e passam a garantir a continuidade do próximo mandato.
Dentro das Escolas seria ideal o pensamento que todos unissem forças para o bem-estar do aluno e condições para que o professor conseguisse ter as condições de trabalho necessárias para que o bem realizasse, porém o que se vê são os setores e pessoal de limpeza e merenda preocupadas em marcar as suas “folgas” que por lei não existem senão não assinariam o livro-ponto no dia da suposta “folga”. A falta de cuidado com os equipamentos pertencentes à Escola e a não manutenção das mesmas. As constantes faltas de funcionários que muitas vezes não cumprem a carga horária determinada por lei, a fraude de anotação de dias letivos quando na realidade não são cumpridos (sábados que dizem ser trabalhados e não são). A rotina se determina em função das necessidades e desejos dos funcionários e não em função do aluno, motivo e razão de existir “escola”.
Enfim, é neste ambiente que preciso fazer o meu trabalho e desempenhá-lo da melhor maneira possível. Desviar ou não atenção das crianças destas situações duvidosas? Considerar tudo normal apesar de estar contra tudo que eu acredito em termos de valores, responsabilidades, honestidade? Resta-me, reservar-me a minha sala de aula, afastando-me da idéia de comunidade escolar e buscar suprir de alguma forma as deficiências que a escola apresenta perante as crianças.
É nisto que pretendo me deter ao dissertar sobre as mudanças e progressos que tenho sentido no contexto do meu curso e da minha sala de aula e principalmente em relação aos meus sonhos e os meus ideais.
Considero importante expor que já há alguns dias tenho este texto dormindo nos arquivos do meu computador e como uma luz de inspiração recebi a recomendação da professora Bea de assistir um filme “Escritores da Liberdade” e após vê-lo, senti renascer uma esperança que por muitas vezes estava sentindo perdida.




segunda-feira, outubro 01, 2007

Novidades


Esta atividade que teremos que executar no final do semestre trouxe para mim a oportunidade de transmitir de alguma maneira a minha satisfação de estar fazendo este curso e ao mesmo tempo o quanto tem sido útil e agradável para eu colocar em prática formas de trabalhar que compartilho da opinião de serem mais eficazes para atingir objetivos diversos.
Uma grande modificação que fiz na forma de meu trabalho começou antes do recesso de julho quando procurei a direção da Escola e expus a minha idéia de trabalhar com a quarta série de uma forma diferente. Pensando em desenvolver a autonomia, confiança e elevar a auto-estima deles, comecei a realizar um trabalho parecido com o da Escola da Ponte. Combinei com eles, relação de conteúdos que seriam desenvolvidos no período de três semanas e junto, atividades fornecidas por mim em papel xerocado ou no próprio quadra-negro. Seriam conteúdos mesclados da necessidade do regimento da Escola e Plano de Estudo e alguns de acordo com os interesses e curiosidades deles. Depois de dado o planejamento para eles, seria fornecido em sala de aula material para pesquisa e fora da sala de aula poderiam buscar na biblioteca da Escola ou em outras fontes que tivessem oportunidade. Nos conteúdos matemáticos, primeiro fazem um estudo dirigido para depois dar a explicação nos aspectos solicitados por eles procurando dar-lhes sempre um exemplo próximo das suas próprias vivências. Sempre que encontram dificuldades buscam explicação individual e nas correções faço as explicações coletivas.Nas primeiras três semanas de setembro notei uma sensível diferença na forma de trabalho das crianças. Chegavam em sala de aula, sabendo o que iriam fazer, dentro da escolha deles do dia.
Cada um passou a ser responsável pelos resultados e andamento do seu trabalho. Quando achavam interessante trabalhavam em duplas ou eventualmente pediam opiniões para os colegas. Comparavam o que haviam selecionado para colocar nos trabalhos desenvolvidos e a turma passou a levar mais a sério os prazos e a necessidade de vencer os conteúdos. Nas primeiras três semanas, notei que o nº de aluno alunos que não corresponderam às expectativas foi menor que o nº de alunos que apresentavam problemas de freqüência, disciplina e interesse nos meses anteriores. Não sei se os resultados finais serão satisfatórios como espero, mas sei que a atitude deles em relação à escola mudou e aos poucos tento fazer novas adaptações para que consigam ser mais independente quando chegarem na 5ª série e mais organizados para que consigam aproveitar melhor o conteúdo dado. Quero principalmente que eles consigam desenvolver o senso crítico dos seus próprios trabalhados e do aproveitamento do que foi estudado.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Primeiras impressões


O semestre que se iniciou lembra-me dos tempos do magistério no Instituto de Educação.
Teatro, Música, Artes, disciplinas que acordam nossa sensibilidade e criatividade e principalmente nos fazem lembrar nossos tempos de criança. Estou achando que este semestre é como uma caixa de lápis de cor, bem colorida diferente do semestre passado que estava parecido com um pergaminho envelhecido.
Apenas impressões!

sexta-feira, setembro 21, 2007

Tempo para mim...


Estou numa fase em que sinto minha cabeça sem idéias. Gosto muito de escrever aqui no blog, mas nada me vem à cabeça e ao mesmo tempo tanto coisa para ser colocada. Vou tentar organizar meus pensamentos aproveitando o feriadão para não pensar. Preciso dar um tempo para mim.

sábado, setembro 15, 2007

Semana Farroupilha


Apesar de tudo e de todos ( principalmente administradores e políticos), esta é a minha terra, o meu Rio Grande do Sul.
Dia 12 de setembro fomos ao Acampamento Farroupilha. Momento de conhecimento e valorização da nossa terra.
Fomos recebidos para almoçar no "Piquete Chama Nativa" do Grupo Hospitalar Conceição com extraordinária hospitalidade de Suzana e Valdir que souberam proporcionar às nossa crianças momentos inesquecíveis.
Na mesma ocasião assistimos no"Galpão João Simões Lopes Neto" do "Piquete Lendas do Sul" a apresentação do teatro de sombras com a Lenda de Sepé Tiaraju.
Só temos agradecimentos para todos que colaboraram com esta programação.
Eu e as crianças da E.E.E.F.Lions Club POA Farrapos agradecemos.



sexta-feira, setembro 07, 2007

Talentos deveriam ser imortais


"Penso che una vita per la musica sia una vita spesa bene ed è a questo che mi son o dedicato."
"Penso que uma vida pela música é uma vida bem vivida, e foi a isto que me dediquei."
Luciano Pavarotti
(1935 - 2007)



quarta-feira, setembro 05, 2007

Semana da Pátria

myspace comments

Apesar das frustações que os nossos governantes estão fazendo-nos passar, não posso deixar de registrar também o pouco entusiasmo do nosso povo com esta data tão importante em nosso país. Momento também para refletirmos sobre o que foi a nossa independência.

Preciso registrar também a pouca importância que a minha escola está dando para esta data pois apesar da decepção, seria uma oportunidade para junto com nossos alunos debatermos sobre o assunto.


I got my name in lights with notcelebrity.co.uk


segunda-feira, agosto 27, 2007

Recordando...

Tempo livre...
Tempo de pensar
Tempo de fazer uma retrospectiva na minha vida
Como estão os meus sonhos...

sexta-feira, agosto 24, 2007

Fim de semestre...

Fim de semestre... Hora de fazer um balanço do que tem sido estudar para mim. Falo em fazer um balanço do Estudar por ser uma novidade da minha rotina de anos.
Tem sido para mim uma experiência gratificante. Conhecer outras pessoas quase com as mesmas expectativas que eu, pois depois de anos a possibilidade de enfim conseguir fazer uma graduação se tornou uma prioridade. Oportunidade que talvez não venha mais a acontecer. Também entendo que talvez as coisas aconteçam na vida da gente no momento certo. Toda esta movimentação de aprendizagem dá um novo vigor na minha vida, pois cheguei a acreditar que nada de extraordinário mais estava reservado para mim. A familiarização com as tecnologias, as novas formas de comunicação, as possibilidades de criação que este tipo de curso me proporcionam rejuvenescem todos os meus hábitos concretizando sonhos de aperfeiçoamento e atualização do trabalho que escolhi para trilhar.
Tenho encontrado pessoas com valores que acreditava extintos, como o dom da solidariedade, força de vontade, persistência e capacidade de errar e tentar de novo para acertar. Muito do que vivencio tenho transmitido para os meus alunos, mostrando para eles que nunca se deve desistir além de poder desenvolver e recuperar com eles uma boa parte da história de suas origens. Além disto a possibilidade de conscientização da grande influência que exerço sobre eles através do meu comportamento e do meu emocional e é claro, não deixando de lembrar as circunstâncias que são influências para que eles estejam prontos para a aprendizagem.
Recebi neste semestre um presente através do carinho e dedicação de tutoras e professoras que com sensibilidade foram solidárias com as minhas angústias, dúvidas e inseguranças e as quais serei sempre agradecida.
Compartilhei momentos de alegria e descontração com colegas que passaram a fazer parte de minha vida mesmo que esporadicamente ou virtualmente.
Enfim, posso dizer que sou uma pessoa muito feliz por ser aluna deste curso à distância da Ufrgs e realizada por constatar que o curso à distância é um curso onde as máquinas são um elo de calor humano e cultivo de grandes amizades.

domingo, agosto 19, 2007

É Difícil...



Realmente preciso melhorar a minha produção textual. Não tenho conseguido expressar exatamente aquilo que estou pensando. Estou sendo mal interpretada e por conseqüência termino me frustrando por tomar iniciativa. Provavelmente vou ficar mais um tempo sem dar minhas opiniões até conseguir argumentar e expor as coisas que eu penso de forma mais compreensível e transparente para todos.

domingo, agosto 12, 2007

Avaliação

Pensando sobre a avaliação de quarta-feira, alguma coisa gostaria de deixar aqui registrada.
Acho indispensável termos a capacidade de nos expressar através de questões dissertativas ou de síntese nossas opiniões, conhecimentos e experiências. Porém, falando pessoalmente encontro algumas dificuldades visto que não adquiri o hábito porque assim nunca me foi cobrado. Elaborar o pensamento e transformá-lo em palavras por vezes também me é difícil.Já percebi que é preciso praticar mais esta técnica tão necessária na nossa comunicação. Com os aluno fica tudo mais fácil, pois precisamos ser claros e didáticos e utilizar o vocabulário que os atinja, mas tenho consciência que em nível de graduação as necessidades são outras.
Outra coisa que na condição de aluna venho expor é o fato de não termos a oportunidade de conhecer exatamente ou quase o que os professores desta interdisciplinas estavam esperando. Julgo importante que se estabeleça um tipo de relação onde convivendo com uma pessoa conheçamos as suas expectativas em relação a nós e senti que faltou mais trabalho deste tipo para que conseguisse chegar ao pretendido. Imperioso dizer que a falta de mais tempo para desenvolver com mais tranqüilidade os conteúdos se fez e além
desta, a necessidade de um outro professor colaborar de forma muito ativa para esclarecimentos interrompeu este relacionamento.
De qualquer forma os e-mails através da lista de discussão foram bastante construtivos e a experiência que adquiri sobre a necessidade de estreitar o relacionamento com os meus alunos para que consigam com mais facilidade chegar ao conhecimento, mostrou-me que a minha postura e atitude como educadora está certa.
Gostaria também de registrar minha admiração pelo empenho dos professores para administrar o tempo para tanto conteúdo e o domínio e conhecimento dos mesmos.

Talento

É simplesmente fantástico! Vale esperar até o fim.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Que não se torne banalidade


"Nós vos pedimos com insistência:
Nunca digam - Isso é natural
Diante dos acontecimentos de cada dia,
Numa época em que corre o sangue
Em que o arbitrário tem força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza
Não digam nunca: Isso é natural
A fim de que nada passe por imutável."

Desconheço o autor
Importante seria se as pessoas encaressem o que diz este poema como uma verdade, como um lema a ser seguido pois atualmente com tanta violência estamos nos arriscando a torná-la uma banalidade.

Antiguidades tão modernas


NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Eduardo Alves da Costa

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakovski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite,
já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar,
que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Talvez não entendam o porquê de eu estar postando este poema, mas como na postagem anterior, é cometido um engano de autoria.No Caminho com Maiakovski a autoria pertence a Eduardo Alves da Costa e não Maiakovski.
Para saber mais clique aqui.

sábado, agosto 04, 2007

Sinto vergonha de mim

Por Cleide Canton
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância em esquecer
a antiga posição de sempre "contestar",
voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
***
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)
Estas palavras ditas por uma professora unidas às palavras de Rui Barbosa demonstram a frustação de muitos educadores que após tantas lutas pela educação vêem seus esforços não correspondidos.
Foram tantas lutas, tantos movimentos pelo que se achava melhor para a educação de um povo e sempre esbarrando no jogo de interesse e poder. Tanto que se tenta passar dentro da sala de
aula buscando o que se acha que é melhor para os pequenos no futuro e estamos sempre com a concorrência da malandragem, do oportunismo, de interesses do governo e até mesmo de próprios "colegas".

quarta-feira, julho 25, 2007

Encontro Esclarecedor e Descontraído



Ontem tivemos uma aula ou poderia dizer um encontro opcional no pólo com a professora Estela da Interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na perspectiva histórica. Fizeram parte também a Professora Bea (SI) e o professor Nilton ( Pólo Três Cachoeiras). Este encontro aconteceu em conseqüência das várias ”manifestações” ocorridas desde o final de semana através do “ Pead Alvorada”, nossa “lista de reclamação”... Opa... desculpem nossa “lista de discussão” do curso. A tensão de início foi substituída por um clima de descontração e trocas onde tudo se resolveu de forma satisfatória, imagino que para todos. Contamos com a presteza e boa vontade dos professores da cadeira de história em esclarecer questões que não estavam claras para nós alunos e obtivemos mais detalhes sobre a avaliação. Como sempre este curso tem sido bastante democrático e sempre tem o “final feliz”. Noto, porém que infelizmente as pessoas não reconhecem certas oportunidades que lhe são oferecidas. Imaginei que todas as colegas que fizeram parte da lista de “DISCUSSÃO” estariam presentes e isto não aconteceu. Imagino que deve ter sido por causa do frio e o fato de estarmos em recesso escolar. Enfim, posso dizer que foi um encontro bastante descontraído, produtivo e esclarecedor. Vanessa estava com “dodói” mas tivemos a presença de Rosaura, Grace, Adriana, Maura e Simone. Acho que sempre é importante registrar o desprendimento e boa vontade dos docentes e tutores do curso em tentar tranqüilizar e definir problemas trazidos pelos alunos.


segunda-feira, julho 23, 2007

Trabalho bem aproveitado

Quero agradecer a oportunidade de crescimento que me foi proporcionada através do trabalho
de entrevistas, tanto com os alunos, como com os adultos que as crianças entrevistaram.
Ao ler as entrevistas, pude tomar um conhecimento muito maior da comunidade que trabalho além de proporcionar as crianças um momento de trocas com os pais, familiares e vizinhos. Muitos não se contentaram em fazer apenas duas entrevistas e disponibilizei mais formulários aproveitando o interesse deles e a empolgação por conhecer um pouco da sua própria história através da infância de seus familiares.
Ouvir os comentários a respeito das respostas que colheram foi muito prazeroso. Pude observar o quanto muitos amadureceram do começo do ano até a presente data, através das conclusões que iam chegando, principalmente a compreensão de que seus pais e as pessoas que vieram antes deles, tinham um mundo na maioria das vezes muito mais penoso que eles mesmos. Souberam o que estão levando em vantagem com as novas tecnologias e o progresso e identificaram também quais são as suas desvantagens. Foi um momento de reflexão e discussão de valores e prioridades onde percebi que dali poderão sair excelentes brasileiros que talvez façam bem mais que a professora deles está fazendo.
Por causa disto fiz questão de colocar várias observações na página da tabela, pois pretendo aproveitar mais em sala de aula com eles.

domingo, julho 22, 2007

UM MOMENTO DE PAZ-UM SONHO

No limite

A tragédia do avião da TAM permite uma reflexão sobre as condições de trabalho que são oferecidas aos trabalhadores brasileiros. Lendo um artigo do Médico Aloyzio Achutti escrito nas páginas dos Editoriais da Zero Hora do dia 20 de julho, voltou-me a memória o comentário de meu filho um dia depois do acidente quando os meios de comunicação preocupam-se em tentar achar culpados para o acidente. Lembro-me que ele disse: “Mãe, vão culpar o que morreu porque ele não pode falar”. Continuava ele: “Até pode ser que ele tenha cometido um pequeníssimo erro, mas tudo era no limite. As coisas são permitidas até o limite independente do que as pessoas que estejam operando digam. A pista estava em condições de limite, a água estava na medida do limite, o nº de passageiros era no limite, o peso era no limite, o avião estava dentro dos padrões do fabricante também no limite e as pessoas não podem errar, não tem como determinar que uma pessoa esteja no limite ou não permitem qualquer alternativa para que a pessoa possa passar daquilo que estabeleceram que é o seu limite”. Torna-se amargo o gosto ao ter-se que digerir isto. Tudo pode estar no limite e o ser humano deve seguir as regras dos limites e não tem qualquer outra opção porque até as opções que lhe são permitidas não lhes proporcionam como seria o caso do arremesso.
Assim estamos vendo todos os setores aqui no Brasil. A saúde acima do limite (basta vermos a lotação dos hospitais), a educação acima do limite (sem docentes capacitados, sem condições de trabalho nas escolas), a segurança, nem vale a pena repetir o que o povo brasileiro todo reclama, nossas crianças sem uma infância de fato e assim vamos listando uma infinidade de seqüelas que a nossa sociedade assiste incrédula neste momento em que todas atenções estavam voltadas para o Pan, esquecendo os escândalos do Congresso e para completar da nossa Assembléia que sempre se apresentou dentro das possibilidades tão correta. E agora? Vamos exercitar o limite da nossa aceitação?
Algo preciso aprender com isso e vou me policiar e revisar se também não estou usando o limite como medida em minhas atividades e compromissos. É preciso aprender algo com toda esta tristeza; acontecimentos como estes não podem se transformar em banalidades como já se tornaram as balas perdidas em regiões de traficantes.

sexta-feira, julho 20, 2007

Trajeto para o Pólo Alvorada


Ontem pela tarde fui até o Pólo para gravar o filme sobre a "Escola da Ponte", e no caminho pude observar melhor o trajeto que costumo fazer quando já é noite por causa do horário que são as aulas presenciais. Não notei muita diferença do ano que passou para este.
Enfrentamos um trânsito congestionado em uma via que se encontra em obras já há algum tempo.
Estamos esperando que esta obra não dure o tempo do nosso curso. Além de todas as dificuldades que encontramos de carga horária, atrasos, falta de tempo, ainda enfrentamos as más condições de pavimentação das ruas de Porto Alegre e um trânsito cada vez mais intenso pelo crescimento da cidade.

Um dia de lembranças especiais

No dia 20 de Julho é comemorado o Dia do Amigo .
"Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida."
(William Shakespeare)
Que sejam poucos mas que sejam verdadeiros...

sexta-feira, julho 13, 2007

"Brincadeira de roda" no Pólo

Professora Estela e as tutoras Tanise, Simone e Grace.
Rosaura, Vanessa e Adriana estavam ocupadas com os flashes que eram muitos.

Apresentação do grupo
Bem pessoal. Vejamos se descobrimos? O que podem ser um bando de mulheres? Engraçadas, Fanáticas, Idealistas, Artistas, CDFs, Malucas ou Vencedoras para irem até o Pólo Alvorada naquela quarta-feira, dia 11 de julho, com todo aquele frio, assistir a aula presencial de Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica e Infâncias de 0 a 10 anos, brincar de roda, ficar cantando músicas do tempo em que era criança e lembrando das brincadeiras de muiiiiito tempos atrás??????????
Seja o que sejamos foi uma aula fantástica, bastante produtiva, e apesar do frio foi uma aula acolhedora através da professora e das tutoras presentes.

sábado, julho 07, 2007

Ponto Positivo

Um dos maiores benefícios que estou recebendo neste curso é sem dúvida a alegria de poder compartilhar a companhia de amigas muito queridas que mesmo não estando sempre ao meu lado estão sempre no meu pensamento e de certo modo as acompanho virtualmente.Mesmo sendo há pouco tempo tenho um carinho especial por elas, pois aprendi a respeitá-las cada uma na sua individualidade e com os seus méritos e principalmente com a sua beleza interior. Estou sempre torcendo por elas e estarei sempre pronta para fazer o que for necessário para ajudá-las, se estiver ao meu alcance.Esta postagem é para que vocês saibam o quanto é importante as visitas que vocês fazem e a companhia na volta das aulas também.Um grande beijo para Kátia, Luciana, Bia, Luciene e Rosária.

Como não sofrer?

Estou me perguntando até quando vou conseguir manter o equilíbrio e a tranqüilidade do não envolvimento com os problemas das crianças, vivenciando e conhecendo o quanto é sofrida e triste a vida deles. Como o mundo sabe ser injusto...

sexta-feira, junho 29, 2007

Educação, a oitava arte - O Prazer de Ensinar

"Disponibilizar-se ao próximo é um bem maior que faz jus à palavra humanidade! Nós, educadores, famílias e demais construtores da coletividade participativa devemos nos doar no presente, estabelecendo desta forma a compreensão da Educação como a maior herança que os pais deixam para os seus filhos, que os educadores e sistemas governamentais deixam para suas sociedades, para que nossa descendência também se doe no futuro. Essa prática deve ser a diferença entre a própria existência e sobrevivência humana. Não seria esta a missão verdadeira do educador? Não seria, a Educação, a arte das artes?" Assim termina um artigo de Roberto Nogueira de Sousa Lopes e Marta Soraia Santana Siva em uma revista educativa da Editora Criarp Ltda. Ilustrada com fotos de um professor com um sorriso de otimismo o artigo nos passa uma mensagem de esperança e de uma maneira de trabalhar que quase todos os professores que lerem dirão: " É utopia". Porém ao terminar a leitura algumas dúvidas que me afligem se tornaram menos pesadas. A idéia de saber que existem mais pessoas que sonham com um outro tipo de educação, uma outra maneira de trabalhar com as crianças, enfim o verdadeiro sentido da palavra "educador" já me faz mais otimista. Não posso deixar de colocar outra frase que achei muito interessante:"A Educação é o salva-vidas da sociedade, não é o caderno, o lápis ou a sala de aula, mas a conciliação ou reconciliação do indivíduo com a sua própria vontade".

Gurias(passageiras da linha Palio hor.9h30min): Em breve estarei mandando por e-mail o artigo completo para vocês.

sábado, junho 23, 2007

O que é ter infância?


Estivemos no pólo, nesta quarta-feira, para assistirmos a primeira aula de mais duas interdisciplinas deste semestre: Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica e
Infâncias de 0 a 10 anos.
Como já comentei das outras vezes tenho um gosto todo especial por estas aulas presenciais. Considero um momento de explosões de idéias onde sempre fica algo para depois, fazendo com que aquilo que não ficou definido ou conceituado nos impulsione para a busca da solução. A partir daí renova o ciclo: atividade – Rooda – texto – Skipe – e-mail – pesquisa – Internet – e-mail – Skipe - fórum – Rooda – e-mail – Skipe – postagem – Rooda – e-mail – Skipe e neste meio com contratempos que a tecnologia nos apronta descobrimos alguma coisa nova e então é uma nova onda de e-mails para passar a novidade. Em outra oportunidade falarei mais sobre as nossas aulas presenciais, pois elas são muito ricas em conteúdo como pessoas. Neste momento não sei como definir com palavras o que me vem no pensamento.
O que é importante dizer no momento é o que ficou marcado para mim quando foi dito no final da aula, que iríamos definir que tipo de infância que estávamos trabalhando.
Este pensamento me acompanhou e está me acompanhando o tempo todo.
Mais ainda, será que este tipo de vida (se é que se pode chamar de vida) que essas crianças levam pode-se chamar ter infância?
Esta última semana tenho me sentido bastante aflita com a ansiedade dos meus alunos em sala de aula. Morando em uma região de conflito e violência fica difícil e confuso nas cabecinhas deles muitas das coisas que tentamos lhes passar na Escola e mais ainda na minha cabeça se o que estou fazendo:" é certo ou é errado"?

quinta-feira, junho 14, 2007

Envolvimento com a cidade















Dia 13 de junho participei de uma reunião no DC Navegantes onde está sendo realizado o projeto ESSA POA E BOA. Este projeto se constitui de uma revitalização do 4º distrito da cidade de Porto Alegre onde estão envolvidos artistas, intelectuais, empresários e principalmente a comunidade através das escolas e entidades que prestam serviços às mesmas. Vale a pena conhecer e participar para sabermos de que forma fazemos parte da história desta cidade, como somos protagonistas desta história, como foi nosso passado, como está sendo nosso presente e como poderemos fazer o nosso futuro bastando o nosso empenho para isto.
(Passe o cursor sobre o emblema do projeto, aparecendo a mãozinha dê um click e você irá direto ao site. Recomendo principalmente os blogs, são muito interessantes.)

sexta-feira, junho 08, 2007

Qual o nosso papel nesta história?

Não é novidade, de tempos em tempos, como educadores sermos sacudidos com uma manchete de jornal deste tipo ou quem sabe até bem pior. Exercemos nossa profissão na maioria das vezes, como professores de Escolas Públicas em regiões de periferia, com muitas carências, miséria (pois se torna até ridículo dizer que é pobreza), marginalização,
e por conseqüência regiões que são invadidas por tráfico e drogas.
Insistimos em não colocar nas palavras as realidades que existem em nossos pensamentos não sei por ingenuidade, burrice ou por medo de assumir a verdade.
A verdade é que muitos de nós professores, não só, mas principalmente do serviço público se vê na dura situação de saber que tem em aula muitas vezes crianças drogadas, que se prostituem, que cometem pequenos e grandes delitos para conseguirem as drogas e que estão convivendo junto com outras inocentes, com famílias bem estruturadas e que ainda não descobriram este lado negro da vida e parece que são culpadas por poderem aproveitar a infância como de fato merecem e têm direito.
Não que os condene por se verem obrigadas desde cedo a enfrentar este lado sujo desta sociedade que há muito tempo esqueceu o que é ser criança, mas porque estou sempre me perguntando. Será que o Estado ao pensar em educação está pensando na sua responsabilidade com a prevenção de casos assim? Será que as Direções de Escola tão preocupadas com as verbas que não são suficientes estão pensando qual o seu papel para tentar se não resolver, amenizar o sofrimento e ansiedade dos professores que se vêem nesta triste situação de ver e ter que fazer que não vê porque sempre que procuram auxilio nunca encontram.Deparam-se apenas com o famoso lema da “inclusão” e a ameaça do conselho tutelar de “criança em sala de aula” seja prostituída, drogada ou infratora.
Enfim, neste caso tudo parece ter acabado bem. Menino internado por bondade de uma clínica que se tornou conhecida. A governadora foi às páginas do jornal e anunciou um convênio com o governo federal. Assunto para dois ou três dias ocupando as páginas dos noticiários com retrospectivas, tratamentos alternativos, outros casos e prováveis desfechos.
Pronto caiu no esquecimento até que outra mãe, eleitora, diarista, faxineira ou operária ou até mesma uma mãe que se dedica só a cuidar dos filhos ou não seja obrigada a acorrentar o próprio filho para que ele não morra.

quinta-feira, junho 07, 2007

Avaliação Presencial

















Olha como estamos concentradas!
Avaliação de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I e Fundamentos da Alfabetização.
Isto é sério mesmo. Uma noite fria no Pólo Alvorada, mas claro, com todo o suador das nossas preocupações.

domingo, junho 03, 2007

Frustração

Encontrei bastante dificuldade na disciplina fundamentos da alfabetização, principalmente quando foi para relacionar com as teorias de aprendizagem. Nunca trabalhei com alfabetização e talvez esta tenha sido o motivo da minha dificuldade sem contar outras...
Tenho certeza que como outras situações vou continuar lendo e aprendendo e buscando o que ficou para trás. De qualquer forma sempre fica um pouco de frustração de não conseguir realizar plenamente aquilo ao que nos propomos. Espero daqui para frente enfrentar melhor os próximos desafios. O importante para mim é não desistir afinal não é a primeira e nem a última decepção que vou ter.

sábado, junho 02, 2007

VISITA (NEM TANTO)INESPERADA

Existem momentos na minha vida que uma dor muito grande vem me visitar e neste momentos lembro da passagem de um livro que li quando adolescente: “ Como não tenho lágrimas, adotei os pingos de chuva que caiam no peitoril da janela para umedecer a ardência do meu sofrimento”.Adalgisa Nery – Neblina. Espero que meus olhos não sequem nunca. Acho que pelo menos posso ter este direito.

sábado, maio 26, 2007

Tempo para postar, não pensar


Dei um tempo nos trabalhos para postar.
Dei um tempo nos trabalhos para pensar.
Não. Não vou pensar. É melhor só dar o tempo para postar.
Se ficar pensando, muita coisa vai vir ao meu pensamento e uma das coisas é porque não dou um tempo para mim. Para fazer uma leitura prazerosa, para ir ao cinema, ao teatro.
Para passar um fim de semana no interior com o meu marido ao invés de ficar debruçada em cima do computador.
Não pensar, não pensar, não pensar.
Tempo para postar.
A aula de quinta-feira foi ótima.Tenho adorado as aulas presenciais.Por vezes fico pensando se um curso presencial não seria mais interessante. Acho fascinante o que se discute e o que se aprende através das perguntas surgidas em sala de aula. Acho que se fizéssemos debates como são feitos nos fóruns seriam também muito gratificantes.
Acima a foto do grupo que fizemos quinta-feira. Eu estou do lado de cá.
Muito legal esta turma!

domingo, maio 20, 2007

Mais obstáculos vencidos

Depois de superar meus medos e insegurança estou participando ativamente do fórum da interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I. É importante dizer que depois me senti bastante tranqüila por ter colocado as minhas opiniões a respeito de algo que participo. Recebi um forte apoio da tutora Maura e agradeço muito por esta força. Tenho tido dificuldade em alguns textos porém, dia 16 na aula presencial de Fundamentos da Alfabetização tivemos uma aula que para mim foi extremamente esclarecedora. A cada dificuldade superada conto como uma vitória além de estar interagindo mais com as minhas colegas(não muitas). Tudo isto tem sido importante para mim tanto para minha vida profissional que vai refletir nos meus alunos e no meu trabalho, como na minha vida pessoal que refletirá na minha família.

Como interpretar

Fico a me perguntar o quanto a vida é justa ou não.
Somos professoras do Estado, instituição que só nos cobra burocracia, atualização, resultados, aprovação de alunos,fichas preenchidas, mas da sua parte não nos oferece condições de trabalho, incentivo, equipe de apoio pedagógico, cursos de atualização e tempo para fazê-los. Eu da minha parte adoro o que eu faço e acredito que grande parte de minhas colegas também. Convivemos com isso todo o dia. Estamos fazendo este curso porque foi talvez para algumas a única maneira de fazer um curso superior e nos dias de aulas presenciais, saímos da Escola direto para o Pólo que para alguma chega a ser, mas de 30 quilômetros de distância. Mas isto não nos desanima.Afinal como professoras do Estado sabemos todas as dificuldades que encontramos pelo caminho. Vamos olhar nossos trabalhos. Puxa! Precisamos arrumar algumas coisas. Ainda não aprendemos tudo, mas também levamos tanto tempo para voltar a estudar não vamos aprender tudo de uma hora para outra... estamos evoluindo. Enfim, se fosse só estes “probleminhas” tudo seria fácil.Porém, já assumimos uma família como mulheres: filhos, casa, marido, enfim, todas estas “miudezas” que também ocupam um “tempinho” da nossa vida. Por fim fazemos postagens sérias em nossos blogs e ainda somos obrigadas a aceitar "piadinhas" com colocações íntimas e sérias da nossa vida pessoal. Pois aqui vai mais uma parte da minha trajetória da minha vida PEADiana.