sábado, maio 17, 2008

Tomada de posição

Após a aula do dia 14 de maio, tirei um tempo para pensar sobre a discussão levantada no início da aula.

Já por algumas vezes ocorre a queixa da falta de tempo para realizar as tarefas do curso e não questiono as razões de ninguém para isto tendo em vista que eu mesma por vezes me sinto da mesma maneira. Porém quando isto acontece me vem à memória o momento em que a professora nos colocou que o curso que fazíamos compreendia uma carga horária de 25 horas semanais. Se eu realmente me dedicasse estas 25 horas semanalmente com total dedicação provavelmente eu conseguiria ter todas as tarefas em dia e muito provavelmente conseguiria fazer muito mais leituras do eu faço.

O que acontece é que considerando a vida tumultuada que levamos de mães, esposas, donas de casa, mulheres e professoras de classes de crianças que exigem muito da nossa atenção, muitas vezes estabelecemos novas prioridades e esquecemos de lembrar nosso comprometimento das 25 horas semanais.

Concordo que nossa carga horária de professora não se limita somente às 44 horas semanais como reza o nosso contrato (pelo menos para quem trabalha com o CAT no Estado). Quarenta horas são gastas em sala de aula, junto com as crianças e usamos muito mais do que 4 horas por semana planejando aulas, elaborando materiais didáticos e organizando, corrigindo avaliações e emitindo pareceres das mesmas. Logicamente para isto terminamos utilizando parte do tempo que deveríamos nos dedicar às tarefas do curso.

Desta forma, concluo que se não temos tempo, se temos carga horária de sessenta horas por semana, se não conseguimos dar conta do recado, não é certo atribuirmos responsabilidades aos nossos professores pois aos ingressarmos no curso, assumimos todas as particularidades dele sabendo que era à distância e que iríamos economizar o tempo de transportes, o desconforto de ficarmos horas sentadas em sala de aula e talvez até aulas teóricas bastante enfadonhas e pouco assimiláveis mas não economizaríamos dedicação, trabalho e comprometimento.

quinta-feira, maio 15, 2008

Para pensar...

Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar,me acomodar e obedecer?...
Manhê! Tirei dez na prova.
Me dei bem, tirei um cem,
quero ver quem me reprova.
Decorei toda a lição, não errei nenhuma questão.
Não aprendi nada de bom, mas tirei dez.
Quase tudo que aprendi,
amanhã já esqueci.
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi...

Gabriel - O Pensador 1999

domingo, maio 04, 2008

Sem palavras...só números....8x1

Ainda falando em socialização...

Assembléia dos alunos da Escola da Ponte


Voltando ao assunto da socialização gostaria de colocar a experiência que estou realizando em minha sala de aula.
Cada 15 dias estou levando um profissional de diferentes áreas para conversar com as crianças de 4ª série. São dias de expectativa para as crianças que possuem um espaço de convivência bastante restrito dentro de suas vilas e não têm oportunidade de contato com profissionas em uma conversa informal.
Já participaram deste debate uma advogada e um bancário estudante da Ufrgs em Ciências Atuariais. No próximo encontro será a vez de uma médica que trabalha entre outras coisas com adolescentes grávidas e em um projeto de controle da AIDS.
O mais interessante é a descontração que as crianças vão adquirindo perguntando coisas que saem na mídia e sentem vontade de compreender melhor as matérias. Além disto alguns assuntos de interesse pessoal que escutam esporadicamente e querem ter melhor conhecimento como pensão de pais para os filhos, se a polícia pode entrar em suas casas indiscriminadamente, sobre o que é estar com o nome limpo para crédito, o que é SPC, SERASA e alguns detalhes querendo saber por exemplo qual a disciplina mais necessária para esta ou aquela profissão. Procuram saber como era a vida destes profissionais quando estavam nos bancos escolares como eles.
Tem sido bastante gratificante este trabalho para mim pois logo que termina o trabalho com um profissional já querem saber qual o próximo que virá.
Além disto gostaria de deixar disponível uma entrevista com o idealizador da Escola da Ponte, José Francisco de Almeida Pacheco, que saiu na revista "Guia Prático para Professores do Ensino Fundamental I" do mes de maio. Escola da Ponte

Assisti uma palestra com o Professor Gabriel de Andrade Junqueira Filho, da área de Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFRGS onde apresentou as ações desenvolvidas pela Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, Portugal, no que se refere ao trabalho com os anos iniciais do ensino fundamental. O professor fez um relato de seu convívio na escola no mes fevereiro e março, abordando aspectos como o planejamento e a avaliação do trabalho: seleção, articulação e avaliação dos conteúdos. Acho bastante atraente a proposta desta escola principalmente no que se refere a responsabilidade e a socialização da criança.

sábado, maio 03, 2008

Falando em socialização...


Ao ler o livro recomendado pela Profª Cida*, chamou-me a atenção, o capítulo 2 que fala sobre “A Socialização da Criança” e as contradições que as escolas executam ao colocar o aluno em classes individuais, de preferência trabalhando sozinhos. Devo mencionar que não é esta a minha forma de trabalhar, pelo contrário, meus alunos trabalham sempre com as mesas em grupos mesmo que estejam fazendo trabalhos individuais, pois nem sempre é possível avaliarmos somente com trabalhos em grupo. Bem, continuando, estes grupos vão se modificando no decorrer do ano. Às vezes, aleatoriamente e outras de forma dirigida. Acho essencial esta troca entre eles até porque nem sempre a linguagem do professor atinge todas as crianças e já notei que uma mesma explicação dada por mim, feita na linguagem de um colega obtém melhores resultados para algumas crianças. A aula se torna menos silenciosa? Realmente, porém com a minha experiência de ministrar aulas de forma tradicional e extremamente disciplinada no silêncio não pude comprovar melhores resultado e muito menos interação entre os alunos.

Sempre me preocupa, porém o fato das crianças trabalharem em grupos, jogando, discutindo e interagindo até completarem a 4ª série (atualmente ainda de 8 anos de ensino fundamental ) e quando passam a freqüentar as aulas de 5ª série perdem este ambiente de interação e passam a ter que trabalhar individualmente, sem trocas porque temos dois significados do que é ensinar em uma mesma escola. Tenho certeza que não acontece só na minha escola e muitas vezes me pergunto se estou certa na minha maneira de agir ou não?

Tenho forma de modificar isto ou não? Devo voltar ao método tradicional de transmitir conteúdos ou não?

*Estudos Sociais, Teoria e Prática >Antunes, Aracy do Rego; Menandro,Heloísa Fesch;Paganelli, Tomoko Iyda


terça-feira, abril 22, 2008

Tomada de Consciência


Estou aos poucos entrando no ritmo de trabalho mais disciplinado.

Precisava me organizar com todas as novidades deste semestre e decidir que não ia desistir de nenhuma das opções que havia feito.

Tenho certeza que vou vencer estas dificuldades assim como sempre venci os obstáculos e dificuldades na minha vida. Estou realmente adorando todos estes novos empreendimentos que assumi. Tenho grande amor pela minha profissão e estes novos desafios só me farão crescer profissionalmente e pessoalmente. Em breve estarei divulgando os endereços do meu blog do Plano Individual de Estudo e também o trabalho que estarei fazendo com as crianças aplicando o conhecimento do Curso de Formação de Educadores do Lead.

Hoje, ao dar a aula para as crianças de 4ª série de Estudos Socias, utilizei a idéia do Tempo sugerida pelas atividades da Interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e ao mesmo tempo utilizei o trabalho com os mapas conceituais.Fiquei encantada como as crianças já estão se adaptando com este tipo de trabalho e como eles interagem com estas idéias onde se faz relações de conceitos.

Me sinto feliz aprendendo sempre mais e podendo aplicar estes ensinamentos com os meus alunos e mais feliz ainda por ver que eles correspondem às idéias que são levadas para eles.

É claro, espero estar no caminho certo e que bons frutos floresçam destas sementes.

domingo, abril 06, 2008

Mais um dia...


Hoje tive mais uma aula do curso de extensão.
Devo começar a oficina em breve e estou ansiosa para fazer o trabalho com as crianças de 4ª série. Acredito no tipo de trabalho que está sendo tratado. Acho que é uma ótima forma de fazer as crianças interessarem-se em aprender mais sobre assuntos escolhidos e demonstrarem o seu crescimento através dos mapas conceituais. Tenho dificuldade de acompanhar todas as atividades mas não pretendo desistir pois quero aprender para utilizar regularmente este tipo de ferramenta e passar para as crianças.

quinta-feira, abril 03, 2008

Muito atrapalhada



Realmente não tenho postado. Não gosto de dar desculpas, pois sempre que me vejo impossibilitada de fazer algo é porque realmente tenho motivos principalmente quando é fazer algo que me dá satisfação. Sinto-me, porém, na necessidade de colocar os meus motivos. Resolvi testar o meu limite, assumindo uma turma de 2ºano (Ensino Fundamental de Nove Anos) depois de trabalhar a vida toda com turmas de 3ª e 4 ª série (Ensino Fundamental de Oito Anos), mudando radicalmente a clientela com que estava acostumada. Tem sido tudo muito novo para mim, rotinas de aula, tipo de trabalho, atividades, maneira de falar, paciência, paciência, paciência... Devo confessar que estou adorando, mas os pequenos terminam ocupando muito do meu tempo, preparando atividades e material interessante para eles. Agora que estou começando a me organizar para realizar todas as minhas tarefas inclusive porque também estou fazendo um curso de extensão: “Formação de educadores de crianças e jovens em vulnerabilidade social”.

domingo, março 30, 2008

Análise Portfólio Final (3º Bimestre)


Relembrando a apresentação do semestre no final do ano que passou, veio à memória o entusiasmo que todas estávamos com as conquistas alcançadas. De certa forma foi importante retomarmos estes momentos, pois me voltou a alegria de ter realizado um trabalho estimulante para mim e para minhas crianças. Percebi nas minhas colegas, durante a apresentação que todas nós encontramos dificuldades e que dentro de nossas possibilidades todas estamos superando os obstáculos do tempo, das dificuldades que as nossas crianças têm trazido para dentro da escola e dos entraves que a tecnologia nos apresenta. Não posso dizer que foi através das apresentações das colegas, mas de lá para cá fui descobrindo através da minha curiosidade e das oportunidades que este curso apresenta de crescimento pessoal e profissional, novas formas de apresentação de trabalho. Porém, foi através de minhas colegas de curso, todas, não só as do grupo que participávamos que passei a tomar consciência que todos somos limitados e o que é mais importante é sabermos quais são os nossos limites e através deste conhecimento desenvolvermos o trabalho da melhor forma possível.

Tenho consciência de que muito mais poderia ser dito na minha apresentação final mas, é necessário que sejamos mais objetivas até em função do tempo e por isso precisamos selecionar o que é mais relevante.

Todo o trabalho foi gratificante e tivemos oportunidade de nos colocar no grupo como testemunhas da evolução de todas.

sábado, dezembro 08, 2007

Voltando a sonhar


Hoje fazendo uma retrospectiva dos trabalhos desenvolvidos no curso descobri algo maravilhoso: “A felicidade de voltar a sonhar”. Pensava sobre as oficinas e atividades realizadas junto às crianças e revivia os momentos em trabalhava em uma Escola com turno integral, a qual na ocasião era chamada de semi-internato. Aqueles momentos depois das aulas eram intensos e gratificantes para eles. Lá tinham oportunidade de brincar, criar, aprender e crescer como pessoas num ambiente seguro e acolhedor, podendo usufruir as suas infâncias de maneira plena. Pois aí reside o meu grande sonho. “Que as crianças tenham um espaço após as aulas para poderem aproveitar as suas infâncias e desenvolverem plenamente suas capacidades e habilidades para virem a ser cidadãos felizes e conscientes da sua participação no transcurso de suas histórias e na história da humanidade”.

Preciso agradecer à professora Neusa Sá pelo fórum que ela criou que me permitiu reviver ótimos momentos passados e lembrar-me de meus antigos sonhos, que estavam adormecidos.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

União das forças


Na aula de Música tive a felicidade de reunir muito dos conhecimentos que adquiri durante o curso.
Com a escolha da história de Noel Rosa, pude aplicar meus conhecimentos das TICs, teatro, música, contação de histórias e ludicidade. Foi um momento de descontração, alegria e conhecimento para mim e para as crianças.
Esta aula e a apresentação do teatro estão em Atividades de minha sala de aula no meu Wiki.
Aula de música
Comecei a atividade, apresentando a história de Noel Rosa através da apresentação do PPS “No Botequim com Noel”. Para isto utilizei o computador e a televisão para que todos acompanhassem a história. Depois de contar a história com o auxílio do PPS, distribui cópia da letra da música “Conversa de Botequim” para todos e em seguida apresentei três interpretações da música. A do disco do livro cantada por crianças, um clipe do Chico Buarque de Holanda gravada na Confeitaria Colombo e outro clipe da Maria Rita em um programa de televisão “Som Brasil”. Gostaram mais da Interpretação do disco cantada por crianças. Cantamos um pouco a música e apresentei para ele um pouco mais da história de Noel Rosa com conteúdo retirado de http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/ site MPB NET. Conversamos sobre a história dele e fizeram perguntas como o que era botequim, sobre o porque que as pessoas morriam de tuberculose antigamente e outras curiosidades que não estão acostumados a debater.
Num segundo momento voltamos a cantar a música desta vez tentando colocar o passo com ela. Divertiram-se muito, pois não estavam acostumados a me ver cantando e dançando com eles. Isto os entusiasmou muito e ao mesmo tempo me deixou muito à vontade. Continuamos por algum tempo tentando acertar os passos e os ritmos de todos. Por fim deixamos para continuar mais tarde em um outro dia.
Em outro momento iniciei a aula apresentando o vídeo onde aparece o “Bando de Tangarás” grupo que Noel Rosa fazia parte cantando a música “Vamos Fallá do Norte” produzido por Benedetti-Film ( http://www.youtube.com/watch?v=o03cJMg8SaE ) e após voltamos a tentar acertar o trabalho com o passo. Não ficou perfeito, mas eles já apresentaram consideráveis melhoras. Ainda sugeri que ele tentassem batucar levemente na classe uma batida que acompanhasse a música. Faziam sons com as mãos, com os lápis e réguas e incrivelmente alguns demonstraram ter bastante ritmo para acompanhar e não se perder no meio da música enquanto outros demonstraram muita dificuldade.
Foi tudo novo e divertido para eles que ficaram esperando que eu levasse mais novidades para eles.
A última tarefa foi transformar a letra da música “Conversa de Botequim” em uma historinha em quadrinhos. Esta tarefa foi feita ao som da música e alguns cantarolavam juntos.
Para mim esta experiência foi muito gratificante. Sempre gostei de música e desde que havia entrada nesta Escola, no Estado, não havia trabalhado especificamente com música com as crianças. Este ano passamos o ano todo aprendendo novas músicas e cantávamos pela simples satisfação de cantar. Com estes novos subsídios pude enriquecer consideravelmente as minhas aulas além de dar um maior sentido e razão para elas. As crianças demonstraram que têm muita curiosidade sobre tudo que se refere ao passado em todos os assuntos. Tiveram outra visão das músicas ditas por eles, “ultrapassadas”, pois saiam da sala de aula cantarolando e notei principalmente que o exercício para fazer o passo permitiu para eles um exercício de atenção e concentração, pois precisavam ficar atentos ao ritmo e para isto precisavam principalmente saber ouvir.

Exercícios Teatrais
Considerei a melhor parte deste trabalho os momentos de preparação. Momentos em que aprendi muito das crianças, de seus desejos, de seus pensamentos. Através das expressões e movimentos em cena conheci segurança e insegurança dos alunos, ansiedades e satisfações de fazerem parte de algo que era importante para a comunidade.
Tive oportunidade de trabalhar com eles alguns jogos de Viola Spolin, retirados do fichário de Jogos Teatrais*, como “Conversação em Três Vias” e “Modificando a Emoção” com os quais eles se identificaram no momento da apresentação. Mantiveram desenvoltura no espaço da apresentação improvisando movimentos criativos sob o comando: “Façam como se estivessem zelando e cuidando do Planeta, da Mãe Terra”. Conseguiam prestar atenção nas ordens dadas para a representação e de certa forma combinar com os colegas para o movimento não ser repetitivo e tampouco sobressair aos demais colegas. Também apresentaram bons resultados por ocasião das cenas que de repente tinham que mostrar medo através das expressões faciais e corporais, passar da tristeza para alegria, da repentina alegria para tranqüilidade de um problema solucionado.
* Jogos Teatrais de Viola Spolin- Para melhor melhor uso e funcionalidade na prática de sua aplicação, Viola Spolin fez uma seleção especial de jogos teatrais, dispostos em fichas separadas em uma caixa, servindo ao trabalho em sala de aula. Através de Jogos Teatrais: o Fichário de Viola Spolin, professores e alunos podem viver a experiência teatral, com grande benefício para seu ensino e aprendizado.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Tudo foi muito importante


Estou tendo uma imensa dificuldade de eleger uma atividade em especial para definir como a mais marcante no processo do meu aprendizado e determinante no meu crescimento profissional e pessoal. Como expus no encontro de quarta-feira, desde o começo do curso vinha sentindo mudanças no meu plano pessoal, tais como mais segurança, certeza das minhas convicções, confiança nos meus antigos ideais de que o importante era desenvolver na criança a auto-estima para que ela alcançasse desenvolver todo o seu potencial de modo que pudesse fazer parte de modo atuante na sua comunidade. Além disto com o tempo fui me munindo de argumentos definidos por educadores e especialistas de modo que as minhas idéias ficassem alicerçadas em teorias bem fundamentadas. Todo o trabalho desenvolvido no curso, desde a aquisição dos novos conhecimentos das tecnologias, conhecimento do comportamento humano, das relações de poder, da educação através da história, e ultimamente as fascinantes interdisplinas que nos fizeram reviver com alegria a nossa infância e nossos primeiros anos de escola serviram para me aproximar mais das crianças que me foram confiadas este ano para que eu buscasse desenvolver e despertar um estágio nas suas vidas de conhecimentos e habilidades. O melhor de tudo é que conforme as mudanças aconteciam no meu plano pessoal, no meu interior, ao redor as coisas também iam se transformando. Mudei minha maneira de absorver as histórias infantis, mudou minha maneira de transmiti-las, mudou o interesse das crianças por elas; transformou a minha visão de uma aula de artes, alterou a minha forma de ministrá-la. O resultado da criança foi outro, mais crítico, mais criativo. Aula de música é saber o ritmo, o compasso, temos que marcar o tempo para não perder o ritmo... Canções com mais alegria, segurança, mais freqüência. Aprendi a movimentar e usar o corpo para dar definições de expressões em sala de aula, o que as crianças passaram a copiar e cada vez mais se comprova que se ensina muito pelo exemplo.E o que pode ser mais fascinante do que criar. Criar com a tecnologia fazendo uma apresentação de PPS, com música, sem música, com ilustrações, sem ilustrações? Ou quem sabe fazer um boneco de caixa de leite com cabelos de lã e dentinhos de canjica? Ou mesmo um jogo de dominó gigante com as mesmas caixas de leite ou quem sabe caixas de fósforo? Enfim, quando se trata de criar tudo é possível. Até mesmo um caderno coletivo com os pensamentos mais bonitos achados por toda a turma e feito a sessenta mãos enfeitado com flores e corações.

Quase sem perceber























Por ocasião da minha ida ontem ao Pólo para ouvir informações sobre o “Portifólio de Aprendizagens” pude compreender que muitas coisas que fazemos e que às vezes nos parecem pequenas e óbvias, na verdade são ótimos subsídios para comprovarmos o quanto estamos evoluindo em nossa autonomia, no nosso crescimento pessoal e profissional. Contava ao grupo que com a ajuda de um técnico, também um educador, havia colocado uma placa de vídeo no computador da sala de aula e desta forma, tudo que era trabalhado no monitor, também podia ser passado na televisão ficando mais acessível para a visualização das crianças da sala. Desta forma o trabalho executado no PC chegava quase que instantaneamente para as crianças, permitindo uma melhor interação nas elaborações dos trabalhos. Para mim, estes procedimentos, no momento que idealizados e adquiridos como possíveis, tornaram-se tão óbvios que nem poderiam se cogitar de ser diferente. Isto, porém, era na minha mentalidade que já “viajava”, buscando outras possibilidades como colocar uma placa no notebook, adquirir uma televisão com tela maior, colocar a televisão em um ponto de melhor visualização para as crianças e assim por diante.
Conversando no grupo tive a grata satisfação de sentir que o começo de tudo já havia sido um sinal de transformação, pelos comentários das professoras.
Percebo realmente que tenho uma fascinação pela tecnologia e que não existe mais volta; é este o nosso futuro presente, acho que as nossas crianças devem estar em contato com estes meios de comunicação e informação. Mas, mesmo com todo este meu fascínio, não abro mão do ensinar a costurar, pregar botão, cortar papel, colar, fazer brinquedos, jogos, enfim, todas aquelas coisas gostosas de fazer sentados no chão, cheio de material em volta, conversando e se divertindo ao mesmo tempo em que estão criando. Talvez seja este o maior desafio do educador atual. Transitar entre o tradicional e o novo.

sábado, novembro 24, 2007

O "Contar Histórias"

No dia 19 foi o momento de “Contação de Histórias”. Foram horas de reviver alegres momentos de minha infância em que encantada ouvia histórias de minhas professoras imaginando estar no lugar daquelas personagens como se conseguisse sair da minha realidade e me transportar para um mundo totalmente do faz-de-conta onde tudo era possível de se realizar e que não existiam obstáculos que não pudéssemos vencer nas nossas aventuras. Compreender o “contar histórias” me deu instrumentos para me aproximar cada vez mais dos meus alunos e proporcionar para eles instantes em que podem viver em mundos fantásticos onde tudo que é bom existe, que tudo é possível de ser feito e que na brincadeira do faz-de-conta buscamos formas de convivermos com a realidade e de ainda termos esperanças de modificá-la.
Uma das primeiras vezes que contei histórias para as crianças foi a história “O pássaro da Alma” de Michal Snunit. É uma história bastante singela, mas com muito significado. O brilho de interesse dos olhos de meus alunos me fascinou. Tinha a impressão de que eles estavam enxergando aquilo que eu contava para eles ao mesmo tempo em que tentavam desvendar o que acontecia dentro de suas próprias almas. Foi uma experiência única, pois consegui expor muito da minha sensibilidade para contar a história e ao mesmo tempo vivenciá-la. Foi um momento bastante reflexivo com o fechamento de que eles deveriam desenhar o que eles imaginavam ser a alma deles e após expor para os colegas a justificativa do desenho.
Como foi descrito pela profª Suyan Pires quando fez o comentário do nosso grupo sobre a atividade cinco de Literatura, através das histórias, nossa própria vida pode ser entendida “como uma história – sucessão de acontecimentos e emoções”. E por outro lado nossa identificação com os sentimentos dos personagens pode relacionar as histórias “como alimento da imaginação humana: na vida real, os fatos se sucedem rotineiramente; na história, ao contrário, tudo é possível. Inexistem barreiras entre fantasia e realidade”.
Além de todas estas vantagens neste tipo de trabalho, foi um momento de encontro e de trocas de um grupo que parece estar sempre distante, mas que graças a este curso à distância encontra-se cada vez mais unido pelos seus objetivos e ideais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Aula de música

No dia 10 de novembro foi nos oportunizado um momento de aprendizagem muito gratificante. Foi quando tivemos aula de “Música na Educação”. Forma de ministrarmos as aulas de música foi apresentada pela professora Cristina de uma maneira entusiasmada e bastante simples contagiando a todos. Gostei tanto que já trabalhei os exercícios com meus alunos e gostaram tanto que conseguiram fazer corretamente depois de várias tentativas e ainda pediram para repetirmos outras vezes. Já estou preparando uma aula sobre a MPB, principalmente sobre Pixinguinha. Tenho dado a eles oportunidade de escutarem em sala de aula os ritmos que eles gostam e em outros momentos coloco outros ritmos para que eles conheçam. Tem sido uma troca bastante proveitosa, pois eles demonstram curiosidade perguntando os nomes de músicas, autores, cantores e época das mesmas, comentando inclusive ocasiões em que ouviram em alguma oportunidade. É uma turma que gosta muito de música e de cantar. Na época do Dia dos Professores, sugeri que eles fizessem uma homenagem aos professores da Escola cantando a versão da música Ao Mestre com Carinho. Aprenderam rápido e apresentaram de maneira bastante entusiasmada e com bastante consciência da letra que estavam cantando, pois conversamos longamente sobre o sentido da letra e o papel do Professor. Enfim, tem sido muito gostoso os momentos que trabalhamos música na sala de aula. É um momento de aproximação entre todos. Infelizmente quando cursei o magistério este tipo de trabalho não me foi passado. Cada vez fico mais feliz de estar fazendo este curso.

sábado, novembro 17, 2007

Postagem "Relato de Experiências " Respondendo

Respondendo a questão levantada pela tutora Daiane, considero o Blog e todas as TICs importantes para o nosso curso e aprendizagens pois são através delas que conseguimos nos conhecer e comunicar, tendo em vista ser um curso de EAD. Tenho a dizer também, que por ser assim, consegui uma melhor comunicação com meus colegas e professores. Este aspecto abordei nos comentários da atividade do SI da semana 22/10 a 28/10 sobre o filme “12 homens e uma sentença” a qual fiz referência, na postagem "Conscientização", comparando a situação dos jurados perante a decisão e a minha resposta quanto a colocações feitas a mim em blog, e-mail, comentários do Rooda, enfim análises de trabalhos executados. Um forte exemplo disto ocorreu quando em uma postagem “Tristes Verdades” , a professora Bea me lembrou de atitudes que não estão de acordo com a minha tarefa de educador. Estamos aqui para estar e incluirmos nossos alunos em um contexto e que devemos achar soluções para que se realizem mudanças e não fugirmos ou nos isolarmos da realidade por mais difícil que seja.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Postagem do Blog Relato de Experiências

A postagem que escolhi é de autoria da Profª Gládis Leal dos Santos, professora-coordenadora da Sala informatizada do Centro de Atendimento Integrado à Criança “Professor Mariano Costa”. Esta escola faz parte da Rede Municipal de Joinville, no Estado de Santa Catarina e a sala informatizada atende cerca de 1000 alunos semanalmente de 06 anos à 8ª série. Dados estes que busquei através dos links disponibilizados na postagem.

Na postagem a professora coloca de acordo com o título da mesma as experiências em softwares sociais que se constituem dos blogs Copa 2006 e Palavra Aberta, o podcast Rádio Web , o uso do chat acrescentado do mecanismo do Gabbly, além do Wiki para a elaboração do projeto,todos com links. As evidências do sucesso do projeto estão no tempo em que estão funcionando os blogs, o fato de um dos blogs ter sido feito colaborativamente com outras escolas e estar sendo usado como fonte de pesquisa de outras. O trabalho sendo visitado e comentado pelos visitantes. A implantação de novos mecanismos da Internet e a adesão de novos alunos na participação de chats com outras escolas e ainda a compreensão da função social da escrita. Através destas informações ela está argumentando evidências constatadas por ela do entusiasmo, espírito colaborativo, compreensão por parte dos alunos da importância da escrita e dos meios tecnológicos para a ampliação do meio social e a ampliação de horizontes e perspectivas para os mesmos.

O fato dos projetos estarem sendo duradouros comprova o real interesse e entusiasmo dos alunos. O blog realizado em conjunto com outras escolas mostra o sentido social das tecnologias principalmente a partir do momento em que mais escolas buscam a pesquisa nele. A participação intensa no blog Palavra Aberta revela a necessidade de comunicação e ao mesmo tempo desenvolve o aperfeiçoamento da escrita dos educandos. Usando as várias possibilidades de tecnologias da comunicação, os alunos estão ampliando as suas possibilidades de comunicação e ao mesmo tempo integrando-se ao meio social.

Para mim, ficaram claro os resultados e porque ela considerou-os positivos. Entendo que ela proporciona nesta postagem todos os dados que eram necessários para fazer uma análise do que ela transmitiu.

Porém, no final da postagem. ela definiu como um trabalho lento o desenvolvimento de competências do professor e do aluno. Não considerei lento o trabalho realizado com os alunos e com os professores em relação à resistência já não pude avaliar.

domingo, novembro 11, 2007

Dúvidas




Toda a atividade proposta tem um objetivo. Nada pode ser mais claro.

Porém me pergunto, se a forma como deve ser executada, leva em consideração as condições físicas, sociais e espaciais daqueles a quem são propostas.

Apesar de por um lado ser negativo encontro o lado positivo a partir do momento em reflito sobre o meu trabalho em sala de aula. Que tipo de atividade estou propondo aos meus alunos. Será que é a forma ideal de atingir os meus objetivos? Não estou dificultando ou quem sabe complicando uma tarefa que poderia ser mais prazerosa?

Conscientização

Material para o Portfólio

Mudança de atitude

sábado, novembro 10, 2007

Conscientização 2



A primeira releitura que fiz do quadro de Velásquez “As meninas” foi a que estou expondo acima.

Por que mudei ?

Uma questão de interpretação da atividade. A princípio achava que deveria desenhar o quadro como eu via e o que eu via era uma situação de meus alunos no meio em que vivem e transportei todas as personagens do quadro para esta realidade.

Depois influenciada por conversas com colegas entendi que deveria desenhar o que o artista estaria observando para estar pintando o quadro.

De certa forma perdi qualidade com esta mudança e aprendi que a primeira leitura de uma obra deve ser mantida até mesmo para nos mantermos fiéis as nossas idéias.

Certo ou Errado, quem sabe?