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quinta-feira, junho 19, 2008

Momentos gratificantes


Continua se desenvolvendo o meu projeto de propiciar uma maior visão do mundo para as crianças da 4ª série. Tivemos a visita da Médica Suzete Saraiva, que trabalha num hospital público da capital, no setor neonatal. Conversando com os alunos, salientou a importância dos cuidados médicos que as futuras mamães devem ter, enfatizando os cuidados que os jovens devem ter para não enfrentarem uma gravidez fora de época e a preocupação em relação às doenças sexualmente transmissíveis. Ressaltou a importância do uso da camisinha e os riscos que as meninas e os futuros bebês terão no caso de uma gravidez precoce.
Na última quarta-feira foi a vez do atleta paraolímpico esgrimista, André Luís Nunes Antunes, 23 anos.
Foi um momento de muita aprendizagem como modelo de superação, de persistência e de vontade de realização. As crianças ficaram como sempre bastante concentradas escutando a história de vida do atleta e no final todos buscaram um autógrafo mostrando que agora eles tem um ídolo de carne e osso e não só uma imagem na televisão.

domingo, maio 04, 2008

Ainda falando em socialização...

Assembléia dos alunos da Escola da Ponte


Voltando ao assunto da socialização gostaria de colocar a experiência que estou realizando em minha sala de aula.
Cada 15 dias estou levando um profissional de diferentes áreas para conversar com as crianças de 4ª série. São dias de expectativa para as crianças que possuem um espaço de convivência bastante restrito dentro de suas vilas e não têm oportunidade de contato com profissionas em uma conversa informal.
Já participaram deste debate uma advogada e um bancário estudante da Ufrgs em Ciências Atuariais. No próximo encontro será a vez de uma médica que trabalha entre outras coisas com adolescentes grávidas e em um projeto de controle da AIDS.
O mais interessante é a descontração que as crianças vão adquirindo perguntando coisas que saem na mídia e sentem vontade de compreender melhor as matérias. Além disto alguns assuntos de interesse pessoal que escutam esporadicamente e querem ter melhor conhecimento como pensão de pais para os filhos, se a polícia pode entrar em suas casas indiscriminadamente, sobre o que é estar com o nome limpo para crédito, o que é SPC, SERASA e alguns detalhes querendo saber por exemplo qual a disciplina mais necessária para esta ou aquela profissão. Procuram saber como era a vida destes profissionais quando estavam nos bancos escolares como eles.
Tem sido bastante gratificante este trabalho para mim pois logo que termina o trabalho com um profissional já querem saber qual o próximo que virá.
Além disto gostaria de deixar disponível uma entrevista com o idealizador da Escola da Ponte, José Francisco de Almeida Pacheco, que saiu na revista "Guia Prático para Professores do Ensino Fundamental I" do mes de maio. Escola da Ponte

Assisti uma palestra com o Professor Gabriel de Andrade Junqueira Filho, da área de Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFRGS onde apresentou as ações desenvolvidas pela Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, Portugal, no que se refere ao trabalho com os anos iniciais do ensino fundamental. O professor fez um relato de seu convívio na escola no mes fevereiro e março, abordando aspectos como o planejamento e a avaliação do trabalho: seleção, articulação e avaliação dos conteúdos. Acho bastante atraente a proposta desta escola principalmente no que se refere a responsabilidade e a socialização da criança.

sábado, maio 03, 2008

Falando em socialização...


Ao ler o livro recomendado pela Profª Cida*, chamou-me a atenção, o capítulo 2 que fala sobre “A Socialização da Criança” e as contradições que as escolas executam ao colocar o aluno em classes individuais, de preferência trabalhando sozinhos. Devo mencionar que não é esta a minha forma de trabalhar, pelo contrário, meus alunos trabalham sempre com as mesas em grupos mesmo que estejam fazendo trabalhos individuais, pois nem sempre é possível avaliarmos somente com trabalhos em grupo. Bem, continuando, estes grupos vão se modificando no decorrer do ano. Às vezes, aleatoriamente e outras de forma dirigida. Acho essencial esta troca entre eles até porque nem sempre a linguagem do professor atinge todas as crianças e já notei que uma mesma explicação dada por mim, feita na linguagem de um colega obtém melhores resultados para algumas crianças. A aula se torna menos silenciosa? Realmente, porém com a minha experiência de ministrar aulas de forma tradicional e extremamente disciplinada no silêncio não pude comprovar melhores resultado e muito menos interação entre os alunos.

Sempre me preocupa, porém o fato das crianças trabalharem em grupos, jogando, discutindo e interagindo até completarem a 4ª série (atualmente ainda de 8 anos de ensino fundamental ) e quando passam a freqüentar as aulas de 5ª série perdem este ambiente de interação e passam a ter que trabalhar individualmente, sem trocas porque temos dois significados do que é ensinar em uma mesma escola. Tenho certeza que não acontece só na minha escola e muitas vezes me pergunto se estou certa na minha maneira de agir ou não?

Tenho forma de modificar isto ou não? Devo voltar ao método tradicional de transmitir conteúdos ou não?

*Estudos Sociais, Teoria e Prática >Antunes, Aracy do Rego; Menandro,Heloísa Fesch;Paganelli, Tomoko Iyda