
domingo, junho 22, 2008
Então...

sábado, junho 21, 2008
Sobre Tempo e Espaço
Por ocasião do trabalho da linha do tempo tive oportunidade de apresentar para as crianças um infográfico da Editora Moderna onde apresentam os movimentos de rotação e translação da terra, um ótimo material para se trabalhar o tempo e as sombras, dia e a noite.
Para acessar é só entrar aqui.
sexta-feira, junho 20, 2008
Oficinas no Pólo


Estou gostando muito de participar das oficinas no pólo. Sempre se descobre alguma coisa nova.
Nesta última aprendi com a tutora Kátia a trabalhar com o xtimeline, o programa para fazer a linha do tempo. Infelizmente a minha linha do tempo da interdisciplina de Representação do Mundo Pelos Estudos Sociais não foi feita com esta avançada tecnologia, mas é bastante provável que agora vou trabalhar com os meus alunos. Obrigada Kátia. E muito obrigada pelo companheirismos de todas que participam da oficina.
quinta-feira, junho 19, 2008
Momentos gratificantes

Continua se desenvolvendo o meu projeto de propiciar uma maior visão do mundo para as crianças da 4ª série. Tivemos a visita da Médica Suzete Saraiva, que trabalha num hospital público da capital, no setor neonatal. Conversando com os alunos, salientou a importância dos cuidados médicos que as futuras mamães devem ter, enfatizando os cuidados que os jovens devem ter para não enfrentarem uma gravidez fora de época e a preocupação em relação às doenças sexualmente transmissíveis. Ressaltou a importância do uso da camisinha e os riscos que as meninas e os futuros bebês terão no caso de uma gravidez precoce.Na última quarta-feira foi a vez do atleta paraolímpico esgrimista, André Luís Nunes Antunes, 23 anos.
Foi um momento de muita aprendizagem como modelo de superação, de persistência e de vontade de realização. As crianças ficaram como sempre bastante concentradas escutando a história de vida do atleta e no final todos buscaram um autógrafo mostrando que agora eles tem um ídolo de carne e osso e não só uma imagem na televisão.
domingo, junho 15, 2008
Meu pedido...

Não me imponha o que você sabe;
quero explorar o desconhecido,
e ser a origem das minhas próprias descobertas.
Que o seu saber seja minha liberdade, não minha escravidão.
O mundo de sua verdade pode ser minha limitação;
sua sabedoria, minha negação.
Não me instrua; vamos caminhar juntos.
Deixe que minha riqueza comece onde a sua termina.
Mostre-se a mim, de maneira que eu possa
subir em cima dos seus ombros, e ver mais longe.
Revele-se para que eu possa ser
alguma coisa diferente.
Você crê que todo ser humano
pode amar e criar;
Compreendo, por isso, seu medo,
quando lhe peço que deixe-me viver de acordo com minha sabedoria.
Você nunca saberá quem eu sou,
se escutar apenas a si mesmo.
Não me instrua; deixe-me ser;
seu fracasso é que eu seja idêntico a você.
sábado, junho 14, 2008
Momentos de reflexão e alegria

Cada bocado de mim,
é fruto daquilo que colhi,
de todas as pessoas
que encontrei na vida...
HeLeNa
Por algum motivo que provavelmente tenho consciência apenas não me permito falar, estive a ponto de desistir deste curso e de todas as atividades as quais me propus este ano.
Ainda estou lutando para dar continuidade em tudo apesar de isto exigir uma força muito grande e uma energia que às vezes penso não ter mais por causa da idade e das minhas limitações. Mas enfim os pequenos grandes momentos que meus alunos me proporcionam de felicidade repõem o que preciso para continuar na corrida.
Na Escola temos um projeto de alunos monitores. São alunos do turno da manhã que são os maiores, que voluntariamente se oferecem para acompanhar as turmas dos menores, auxiliando as professoras com as necessidades dos pequenos. Auxiliam no horário de recreação, em sala de aula, etc. Ao mesmo tempo, estas crianças que não possuem recursos para outras atividades e que normalmente ficam pela rua, dentro da vila mal acompanhados, têm na Escola um lugar de socialização e treinamento para a vida na comunidade. Chamou-me muito a atenção atitudes de um menino, meu aluno pela manhã e que me auxilia à tarde.
Quando os pequenos estão trabalhando, ele fica passando pelos grupos e observando o trabalho deles e nesta observação ele teve a sensibilidade de observar uma menina que pintava os desenhos só de uma cor só. Assim ele se dirigiu a mim e comentou em voz baixa o ocorrido acrescentando que achava que ela estava fazendo isto porque não tinha os lápis de cor. Perguntou se podia oferecer os lápis de cor dos potes coletivos que preparo no começo do ano. Em outra oportunidade uma menina saiu para ir ao banheiro e ele achou que ela estava demorando a voltar. Vendo que estava envolvida com o trabalho das crianças, ele solicitou que a sua colega, também minha aluna da turma da manhã fosse ao banheiro para saber se ela precisava de alguma coisa. (E realmente precisava. Precisava de mais papel). Assim vejo que este projeto desenvolve muito nas crianças o espírito do trabalho em equipe, a sensibilidade e a responsabilidade dos educandos tornando-os mais participantes do seu meio e de sua comunidade. Só por isto já vale continuar insistindo e não desistir.
domingo, junho 08, 2008
Lecionar...
Emocionou-me a aula do professor José Francisco. Muita poesia e simplicidade e a constatação que lecionar continua sendo um eterno aprender.
Aula de cidadania
Sexta-feira, dia 6, realizamos uma aula de cidadania com a nossa comunidade.
Depois de termos a Escola arrombada no período de um mês quatro vezes e não recebermos a devida atenção da SEC, resolvemos fazer uma manifestação através de uma caminhada junto com as crianças e pessoas da comunidade, buscando a devida atenção dos órgãos competentes. Foi uma lição para nossos alunos que confeccionaram os cartazes e combinaram as palavras de ordem. Foi uma aula prática de estudos sociais, cidadania e organização na comunidade, que normalmente considera as adversidades do dia a dia obra do destino.
sábado, maio 17, 2008
Tomada de posição
Após a aula do dia 14 de maio, tirei um tempo para pensar sobre a discussão levantada no início da aula.
Já por algumas vezes ocorre a queixa da falta de tempo para realizar as tarefas do curso e não questiono as razões de ninguém para isto tendo em vista que eu mesma por vezes me sinto da mesma maneira. Porém quando isto acontece me vem à memória o momento em que a professora nos colocou que o curso que fazíamos compreendia uma carga horária de 25 horas semanais. Se eu realmente me dedicasse estas 25 horas semanalmente com total dedicação provavelmente eu conseguiria ter todas as tarefas em dia e muito provavelmente conseguiria fazer muito mais leituras do eu faço.
O que acontece é que considerando a vida tumultuada que levamos de mães, esposas, donas de casa, mulheres e professoras de classes de crianças que exigem muito da nossa atenção, muitas vezes estabelecemos novas prioridades e esquecemos de lembrar nosso comprometimento das 25 horas semanais.
Concordo que nossa carga horária de professora não se limita somente às 44 horas semanais como reza o nosso contrato (pelo menos para quem trabalha com o CAT no Estado). Quarenta horas são gastas em sala de aula, junto com as crianças e usamos muito mais do que 4 horas por semana planejando aulas, elaborando materiais didáticos e organizando, corrigindo avaliações e emitindo pareceres das mesmas. Logicamente para isto terminamos utilizando parte do tempo que deveríamos nos dedicar às tarefas do curso.
Desta forma, concluo que se não temos tempo, se temos carga horária de sessenta horas por semana, se não conseguimos dar conta do recado, não é certo atribuirmos responsabilidades aos nossos professores pois aos ingressarmos no curso, assumimos todas as particularidades dele sabendo que era à distância e que iríamos economizar o tempo de transportes, o desconforto de ficarmos horas sentadas em sala de aula e talvez até aulas teóricas bastante enfadonhas e pouco assimiláveis mas não economizaríamos dedicação, trabalho e comprometimento.
quinta-feira, maio 15, 2008
Para pensar...
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar,me acomodar e obedecer?...
Manhê! Tirei dez na prova.
Me dei bem, tirei um cem,
quero ver quem me reprova.
Decorei toda a lição, não errei nenhuma questão.
Não aprendi nada de bom, mas tirei dez.
Quase tudo que aprendi,
amanhã já esqueci.
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi...
Gabriel - O Pensador 1999
domingo, maio 04, 2008
Ainda falando em socialização...
Cada 15 dias estou levando um profissional de diferentes áreas para conversar com as crianças de 4ª série. São dias de expectativa para as crianças que possuem um espaço de convivência bastante restrito dentro de suas vilas e não têm oportunidade de contato com profissionas em uma conversa informal.
Já participaram deste debate uma advogada e um bancário estudante da Ufrgs em Ciências Atuariais. No próximo encontro será a vez de uma médica que trabalha entre outras coisas com adolescentes grávidas e em um projeto de controle da AIDS.
O mais interessante é a descontração que as crianças vão adquirindo perguntando coisas que saem na mídia e sentem vontade de compreender melhor as matérias. Além disto alguns assuntos de interesse pessoal que escutam esporadicamente e querem ter melhor conhecimento como pensão de pais para os filhos, se a polícia pode entrar em suas casas indiscriminadamente, sobre o que é estar com o nome limpo para crédito, o que é SPC, SERASA e alguns detalhes querendo saber por exemplo qual a disciplina mais necessária para esta ou aquela profissão. Procuram saber como era a vida destes profissionais quando estavam nos bancos escolares como eles.
Tem sido bastante gratificante este trabalho para mim pois logo que termina o trabalho com um profissional já querem saber qual o próximo que virá.
Além disto gostaria de deixar disponível uma entrevista com o idealizador da Escola da Ponte, José Francisco de Almeida Pacheco, que saiu na revista "Guia Prático para Professores do Ensino Fundamental I" do mes de maio. Escola da Ponte
Assisti uma palestra com o Professor Gabriel de Andrade Junqueira Filho, da área de Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFRGS onde apresentou as ações desenvolvidas pela Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, Portugal, no que se refere ao trabalho com os anos iniciais do ensino fundamental. O professor fez um relato de seu convívio na escola no mes fevereiro e março, abordando aspectos como o planejamento e a avaliação do trabalho: seleção, articulação e avaliação dos conteúdos. Acho bastante atraente a proposta desta escola principalmente no que se refere a responsabilidade e a socialização da criança.
sábado, maio 03, 2008
Falando em socialização...

Sempre me preocupa, porém o fato das crianças trabalharem em grupos, jogando, discutindo e interagindo até completarem a 4ª série (atualmente ainda de 8 anos de ensino fundamental ) e quando passam a freqüentar as aulas de 5ª série perdem este ambiente de interação e passam a ter que trabalhar individualmente, sem trocas porque temos dois significados do que é ensinar em uma mesma escola. Tenho certeza que não acontece só na minha escola e muitas vezes me pergunto se estou certa na minha maneira de agir ou não?
Tenho forma de modificar isto ou não? Devo voltar ao método tradicional de transmitir conteúdos ou não?
*Estudos Sociais, Teoria e Prática >Antunes, Aracy do Rego; Menandro,Heloísa Fesch;Paganelli, Tomoko Iyda
terça-feira, abril 22, 2008
Tomada de Consciência

Estou aos poucos entrando no ritmo de trabalho mais disciplinado.
Precisava me organizar com todas as novidades deste semestre e decidir que não ia desistir de nenhuma das opções que havia feito.
Tenho certeza que vou vencer estas dificuldades assim como sempre venci os obstáculos e dificuldades na minha vida. Estou realmente adorando todos estes novos empreendimentos que assumi. Tenho grande amor pela minha profissão e estes novos desafios só me farão crescer profissionalmente e pessoalmente. Em breve estarei divulgando os endereços do meu blog do Plano Individual de Estudo e também o trabalho que estarei fazendo com as crianças aplicando o conhecimento do Curso de Formação de Educadores do Lead.
Hoje, ao dar a aula para as crianças de 4ª série de Estudos Socias, utilizei a idéia do Tempo sugerida pelas atividades da Interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e ao mesmo tempo utilizei o trabalho com os mapas conceituais.Fiquei encantada como as crianças já estão se adaptando com este tipo de trabalho e como eles interagem com estas idéias onde se faz relações de conceitos.
Me sinto feliz aprendendo sempre mais e podendo aplicar estes ensinamentos com os meus alunos e mais feliz ainda por ver que eles correspondem às idéias que são levadas para eles.
É claro, espero estar no caminho certo e que bons frutos floresçam destas sementes.
domingo, abril 06, 2008
Mais um dia...
Devo começar a oficina em breve e estou ansiosa para fazer o trabalho com as crianças de 4ª série. Acredito no tipo de trabalho que está sendo tratado. Acho que é uma ótima forma de fazer as crianças interessarem-se em aprender mais sobre assuntos escolhidos e demonstrarem o seu crescimento através dos mapas conceituais. Tenho dificuldade de acompanhar todas as atividades mas não pretendo desistir pois quero aprender para utilizar regularmente este tipo de ferramenta e passar para as crianças.
quinta-feira, abril 03, 2008
Muito atrapalhada
Realmente não tenho postado. Não gosto de dar desculpas, pois sempre que me vejo impossibilitada de fazer algo é porque realmente tenho motivos principalmente quando é fazer algo que me dá satisfação. Sinto-me, porém, na necessidade de colocar os meus motivos. Resolvi testar o meu limite, assumindo uma turma de 2ºano (Ensino Fundamental de Nove Anos) depois de trabalhar a vida toda com turmas de 3ª e 4 ª série (Ensino Fundamental de Oito Anos), mudando radicalmente a clientela com que estava acostumada. Tem sido tudo muito novo para mim, rotinas de aula, tipo de trabalho, atividades, maneira de falar, paciência, paciência, paciência... Devo confessar que estou adorando, mas os pequenos terminam ocupando muito do meu tempo, preparando atividades e material interessante para eles. Agora que estou começando a me organizar para realizar todas as minhas tarefas inclusive porque também estou fazendo um curso de extensão: “Formação de educadores de crianças e jovens em vulnerabilidade social”.
domingo, março 30, 2008
Análise Portfólio Final (3º Bimestre)

Relembrando a apresentação do semestre no final do ano que passou, veio à memória o entusiasmo que todas estávamos com as conquistas alcançadas. De certa forma foi importante retomarmos estes momentos, pois me voltou a alegria de ter realizado um trabalho estimulante para mim e para minhas crianças. Percebi nas minhas colegas, durante a apresentação que todas nós encontramos dificuldades e que dentro de nossas possibilidades todas estamos superando os obstáculos do tempo, das dificuldades que as nossas crianças têm trazido para dentro da escola e dos entraves que a tecnologia nos apresenta. Não posso dizer que foi através das apresentações das colegas, mas de lá para cá fui descobrindo através da minha curiosidade e das oportunidades que este curso apresenta de crescimento pessoal e profissional, novas formas de apresentação de trabalho. Porém, foi através de minhas colegas de curso, todas, não só as do grupo que participávamos que passei a tomar consciência que todos somos limitados e o que é mais importante é sabermos quais são os nossos limites e através deste conhecimento desenvolvermos o trabalho da melhor forma possível.
Tenho consciência de que muito mais poderia ser dito na minha apresentação final mas, é necessário que sejamos mais objetivas até em função do tempo e por isso precisamos selecionar o que é mais relevante.
Todo o trabalho foi gratificante e tivemos oportunidade de nos colocar no grupo como testemunhas da evolução de todas.
sábado, dezembro 08, 2007
Voltando a sonhar

segunda-feira, dezembro 03, 2007
União das forças

Com a escolha da história de Noel Rosa, pude aplicar meus conhecimentos das TICs, teatro, música, contação de histórias e ludicidade. Foi um momento de descontração, alegria e conhecimento para mim e para as crianças.
Esta aula e a apresentação do teatro estão em Atividades de minha sala de aula no meu Wiki.
Comecei a atividade, apresentando a história de Noel Rosa através da apresentação do PPS “No Botequim com Noel”. Para isto utilizei o computador e a televisão para que todos acompanhassem a história. Depois de contar a história com o auxílio do PPS, distribui cópia da letra da música “Conversa de Botequim” para todos e em seguida apresentei três interpretações da música. A do disco do livro cantada por crianças, um clipe do Chico Buarque de Holanda gravada na Confeitaria Colombo e outro clipe da Maria Rita em um programa de televisão “Som Brasil”. Gostaram mais da Interpretação do disco cantada por crianças. Cantamos um pouco a música e apresentei para ele um pouco mais da história de Noel Rosa com conteúdo retirado de http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/ site MPB NET. Conversamos sobre a história dele e fizeram perguntas como o que era botequim, sobre o porque que as pessoas morriam de tuberculose antigamente e outras curiosidades que não estão acostumados a debater.
Num segundo momento voltamos a cantar a música desta vez tentando colocar o passo com ela. Divertiram-se muito, pois não estavam acostumados a me ver cantando e dançando com eles. Isto os entusiasmou muito e ao mesmo tempo me deixou muito à vontade. Continuamos por algum tempo tentando acertar os passos e os ritmos de todos. Por fim deixamos para continuar mais tarde em um outro dia.
Em outro momento iniciei a aula apresentando o vídeo onde aparece o “Bando de Tangarás” grupo que Noel Rosa fazia parte cantando a música “Vamos Fallá do Norte” produzido por Benedetti-Film ( http://www.youtube.com/watch?v=o03cJMg8SaE ) e após voltamos a tentar acertar o trabalho com o passo. Não ficou perfeito, mas eles já apresentaram consideráveis melhoras. Ainda sugeri que ele tentassem batucar levemente na classe uma batida que acompanhasse a música. Faziam sons com as mãos, com os lápis e réguas e incrivelmente alguns demonstraram ter bastante ritmo para acompanhar e não se perder no meio da música enquanto outros demonstraram muita dificuldade.
Foi tudo novo e divertido para eles que ficaram esperando que eu levasse mais novidades para eles.
A última tarefa foi transformar a letra da música “Conversa de Botequim” em uma historinha em quadrinhos. Esta tarefa foi feita ao som da música e alguns cantarolavam juntos.
Para mim esta experiência foi muito gratificante. Sempre gostei de música e desde que havia entrada nesta Escola, no Estado, não havia trabalhado especificamente com música com as crianças. Este ano passamos o ano todo aprendendo novas músicas e cantávamos pela simples satisfação de cantar. Com estes novos subsídios pude enriquecer consideravelmente as minhas aulas além de dar um maior sentido e razão para elas. As crianças demonstraram que têm muita curiosidade sobre tudo que se refere ao passado em todos os assuntos. Tiveram outra visão das músicas ditas por eles, “ultrapassadas”, pois saiam da sala de aula cantarolando e notei principalmente que o exercício para fazer o passo permitiu para eles um exercício de atenção e concentração, pois precisavam ficar atentos ao ritmo e para isto precisavam principalmente saber ouvir.
Exercícios Teatrais
Considerei a melhor parte deste trabalho os momentos de preparação. Momentos em que aprendi muito das crianças, de seus desejos, de seus pensamentos. Através das expressões e movimentos em cena conheci segurança e insegurança dos alunos, ansiedades e satisfações de fazerem parte de algo que era importante para a comunidade.
Tive oportunidade de trabalhar com eles alguns jogos de Viola Spolin, retirados do fichário de Jogos Teatrais*, como “Conversação em Três Vias” e “Modificando a Emoção” com os quais eles se identificaram no momento da apresentação. Mantiveram desenvoltura no espaço da apresentação improvisando movimentos criativos sob o comando: “Façam como se estivessem zelando e cuidando do Planeta, da Mãe Terra”. Conseguiam prestar atenção nas ordens dadas para a representação e de certa forma combinar com os colegas para o movimento não ser repetitivo e tampouco sobressair aos demais colegas. Também apresentaram bons resultados por ocasião das cenas que de repente tinham que mostrar medo através das expressões faciais e corporais, passar da tristeza para alegria, da repentina alegria para tranqüilidade de um problema solucionado.
* Jogos Teatrais de Viola Spolin- Para melhor melhor uso e funcionalidade na prática de sua aplicação, Viola Spolin fez uma seleção especial de jogos teatrais, dispostos em fichas separadas em uma caixa, servindo ao trabalho em sala de aula. Através de Jogos Teatrais: o Fichário de Viola Spolin, professores e alunos podem viver a experiência teatral, com grande benefício para seu ensino e aprendizado.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Tudo foi muito importante

Quase sem perceber

Conversando no grupo tive a grata satisfação de sentir que o começo de tudo já havia sido um sinal de transformação, pelos comentários das professoras.
Percebo realmente que tenho uma fascinação pela tecnologia e que não existe mais volta; é este o nosso futuro presente, acho que as nossas crianças devem estar em contato com estes meios de comunicação e informação. Mas, mesmo com todo este meu fascínio, não abro mão do ensinar a costurar, pregar botão, cortar papel, colar, fazer brinquedos, jogos, enfim, todas aquelas coisas gostosas de fazer sentados no chão, cheio de material em volta, conversando e se divertindo ao mesmo tempo em que estão criando. Talvez seja este o maior desafio do educador atual. Transitar entre o tradicional e o novo.
sábado, novembro 24, 2007
O "Contar Histórias"
No dia 19 foi o momento de “Contação de Histórias”. Foram horas de reviver alegres momentos de minha infância em que encantada ouvia histórias de minhas professoras imaginando estar no lugar daquelas personagens como se conseguisse sair da minha realidade e me transportar para um mundo totalmente do faz-de-conta onde tudo era possível de se realizar e que não existiam obstáculos que não pudéssemos vencer nas nossas aventuras. Compreender o “contar histórias” me deu instrumentos para me aproximar cada vez mais dos meus alunos e proporcionar para eles instantes em que podem viver em mundos fantásticos onde tudo que é bom existe, que tudo é possível de ser feito e que na brincadeira do faz-de-conta buscamos formas de convivermos com a realidade e de ainda termos esperanças de modificá-la. Como foi descrito pela profª Suyan Pires quando fez o comentário do nosso grupo sobre a atividade cinco de Literatura, através das histórias, nossa própria vida pode ser entendida “como uma história – sucessão de acontecimentos e emoções”. E por outro lado nossa identificação com os sentimentos dos personagens pode relacionar as histórias “como alimento da imaginação humana: na vida real, os fatos se sucedem rotineiramente; na história, ao contrário, tudo é possível. Inexistem barreiras entre fantasia e realidade”.
Além de todas estas vantagens neste tipo de trabalho, foi um momento de encontro e de trocas de um grupo que parece estar sempre distante, mas que graças a este curso à distância encontra-se cada vez mais unido pelos seus objetivos e ideais.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Aula de música
No dia 10 de novembro foi nos oportunizado um momento de aprendizagem muito gratificante. Foi quando tivemos aula de “Música na Educação”. Forma de ministrarmos as aulas de música foi apresentada pela professora Cristina de uma maneira entusiasmada e bastante simples contagiando a todos. Gostei tanto que já trabalhei os exercícios com meus alunos e gostaram tanto que conseguiram fazer corretamente depois de várias tentativas e ainda pediram para repetirmos outras vezes. Já estou preparando uma aula sobre a MPB, principalmente sobre Pixinguinha. Tenho dado a eles oportunidade de escutarem em sala de aula os ritmos que eles gostam e em outros momentos coloco outros ritmos para que eles conheçam. Tem sido uma troca bastante proveitosa, pois eles demonstram curiosidade perguntando os nomes de músicas, autores, cantores e época das mesmas, comentando inclusive ocasiões em que ouviram em alguma oportunidade. É uma turma que gosta muito de música e de cantar. Na época do Dia dos Professores, sugeri que eles fizessem uma homenagem aos professores da Escola cantando a versão da música Ao Mestre com Carinho. Aprenderam rápido e apresentaram de maneira bastante entusiasmada e com bastante consciência da letra que estavam cantando, pois conversamos longamente sobre o sentido da letra e o papel do Professor. Enfim, tem sido muito gostoso os momentos que trabalhamos música na sala de aula. É um momento de aproximação entre todos. Infelizmente quando cursei o magistério este tipo de trabalho não me foi passado. Cada vez fico mais feliz de estar fazendo este curso.sábado, novembro 17, 2007
Postagem "Relato de Experiências " Respondendo
Respondendo a questão levantada pela tutora Daiane, considero o Blog e todas as TICs importantes para o nosso curso e aprendizagens pois são através delas que conseguimos nos conhecer e comunicar, tendo em vista ser um curso de EAD. Tenho a dizer também, que por ser assim, consegui uma melhor comunicação com meus colegas e professores. Este aspecto abordei nos comentários da atividade do SI da semana 22/10 a 28/10 sobre o filme “12 homens e uma sentença” a qual fiz referência, na postagem "Conscientização", comparando a situação dos jurados perante a decisão e a minha resposta quanto a colocações feitas a mim em blog, e-mail, comentários do Rooda, enfim análises de trabalhos executados. Um forte exemplo disto ocorreu quando em uma postagem “Tristes Verdades” , a professora Bea me lembrou de atitudes que não estão de acordo com a minha tarefa de educador. Estamos aqui para estar e incluirmos nossos alunos em um contexto e que devemos achar soluções para que se realizem mudanças e não fugirmos ou nos isolarmos da realidade por mais difícil que seja. quinta-feira, novembro 15, 2007
Postagem do Blog Relato de Experiências
A postagem que escolhi é de autoria da Profª Gládis Leal dos Santos, professora-coordenadora da Sala informatizada do Centro de Atendimento Integrado à Criança “Professor Mariano Costa”. Esta escola faz parte da Rede Municipal de Joinville, no Estado de Santa Catarina e a sala informatizada atende cerca de 1000 alunos semanalmente de 06 anos à 8ª série. Dados estes que busquei através dos links disponibilizados na postagem.
Na postagem a professora coloca de acordo com o título da mesma as experiências em softwares sociais que se constituem dos blogs Copa 2006 e Palavra Aberta, o podcast Rádio Web , o uso do chat acrescentado do mecanismo do Gabbly, além do Wiki para a elaboração do projeto,todos com links. As evidências do sucesso do projeto estão no tempo em que estão funcionando os blogs, o fato de um dos blogs ter sido feito colaborativamente com outras escolas e estar sendo usado como fonte de pesquisa de outras. O trabalho sendo visitado e comentado pelos visitantes. A implantação de novos mecanismos da Internet e a adesão de novos alunos na participação de chats com outras escolas e ainda a compreensão da função social da escrita. Através destas informações ela está argumentando evidências constatadas por ela do entusiasmo, espírito colaborativo, compreensão por parte dos alunos da importância da escrita e dos meios tecnológicos para a ampliação do meio social e a ampliação de horizontes e perspectivas para os mesmos.
O fato dos projetos estarem sendo duradouros comprova o real interesse e entusiasmo dos alunos. O blog realizado em conjunto com outras escolas mostra o sentido social das tecnologias principalmente a partir do momento em que mais escolas buscam a pesquisa nele. A participação intensa no blog Palavra Aberta revela a necessidade de comunicação e ao mesmo tempo desenvolve o aperfeiçoamento da escrita dos educandos. Usando as várias possibilidades de tecnologias da comunicação, os alunos estão ampliando as suas possibilidades de comunicação e ao mesmo tempo integrando-se ao meio social.
Para mim, ficaram claro os resultados e porque ela considerou-os positivos. Entendo que ela proporciona nesta postagem todos os dados que eram necessários para fazer uma análise do que ela transmitiu.
Porém, no final da postagem. ela definiu como um trabalho lento o desenvolvimento de competências do professor e do aluno. Não considerei lento o trabalho realizado com os alunos e com os professores em relação à resistência já não pude avaliar.
domingo, novembro 11, 2007
Dúvidas

Toda a atividade proposta tem um objetivo. Nada pode ser mais claro.
Porém me pergunto, se a forma como deve ser executada, leva em consideração as condições físicas, sociais e espaciais daqueles a quem são propostas.
Apesar de por um lado ser negativo encontro o lado positivo a partir do momento em reflito sobre o meu trabalho em sala de aula. Que tipo de atividade estou propondo aos meus alunos. Será que é a forma ideal de atingir os meus objetivos? Não estou dificultando ou quem sabe complicando uma tarefa que poderia ser mais prazerosa?
sábado, novembro 10, 2007
Conscientização 2
A primeira releitura que fiz do quadro de Velásquez “As meninas” foi a que estou expondo acima.
Por que mudei ?
Uma questão de interpretação da atividade. A princípio achava que deveria desenhar o quadro como eu via e o que eu via era uma situação de meus alunos no meio em que vivem e transportei todas as personagens do quadro para esta realidade.
Depois influenciada por conversas com colegas entendi que deveria desenhar o que o artista estaria observando para estar pintando o quadro.
De certa forma perdi qualidade com esta mudança e aprendi que a primeira leitura de uma obra deve ser mantida até mesmo para nos mantermos fiéis as nossas idéias.
Certo ou Errado, quem sabe?
sexta-feira, novembro 02, 2007
Novas reflexões - Somos a energia
O meu objetivo nesta postagem não é fazer críticas, mas sim, expor minhas impressões sobre o porque das dificuldades que encontro de acompanhar de maneira plena este curso de Pedagogia. As razões de estar fazendo uma graduação com a minha idade são de ordem pessoal e não posso mudar uma vida e nem escolher como a quero. Nos é dada uma situação, fazemos opções e colhemos os frutos de nossas escolhas.A carga horária a que somos submetidas em nosso trabalho devo dizer que também é uma opção. Ninguém é obrigado a trabalhar, pois há muito tempo foi abolida a escravidão no Brasil (exceto em alguns casos que esporadicamente é noticiado na imprensa). Escolhi uma profissão que realmente queria, desejava e não me arrependo por isto e é uma profissão que me exige dedicação, pois jamais seria capaz de me considerar uma educadora se não me dedicasse com o coração a ela.
Procurei, batalhei e estou fazendo este curso com muito orgulho e carinho a ele e vou manter este objetivo, pois estou chegando a algumas conclusões felizes, pelo menos para mim. Retomando na minha memória desde o início do caminho percebi que cada professor tem na sua disciplina um filho único e querido que precisa ser apresentado em todas as suas potencialidades e facetas e o tempo é muito curto. Como crianças afobadas em contar as alegrias e novidades de um passeio dando ênfase aquilo que fizeram de melhor estamos professores e alunos-professores nos bombardeando de informações e criatividade com pouco tempo para absorvermos tantas novidades e as elaborarmos. Notei isto principalmente agora neste semestre onde estamos tratando disciplinas que envolvem muita sensibilidade e criatividade e quando usamos estas duas qualidades extremamente ternas e admiráveis nossas mentes não possuem limites, ou melhor, não se dão limites. Da mesma maneira em que no semestre anterior trabalhar a mente e o comportamento aconteceram dificuldades, pois precisávamos primeiro conhecer-nos a nós mesmos e isto leva tempo... Muito tempo...
Tudo isto estou considerando como positivo nesta caminhada porque chego a uma conclusão maravilhosa: Este rumo que tomamos não tem final de jornada e como diz o velho Sócrates* do posto de gasolina: “A felicidade está na jornada e não no objetivo final”. Esta jornada tem sido árdua, preocupante, mas extremamente gratificante, pois tem se tornado cada vez mais motivação de novas buscas e novas descobertas. Enfim estou, atualmente, considerando o desejo de passar ensinamentos e experiências como professores e a ansiedade de aprender cada vez mais como alunos, a melhor solução de energia para o mundo.
* Dan Millman- O caminho do Guerreiro Pacífico – Pensamento,1992,São Paulo
quarta-feira, outubro 31, 2007
Uma Tarde com ARTE e CULTURA
Hoje estive na “Feira do Livro” com as crianças. Foi um passeio bastante proveitoso e tranqüilo. Tivemos um encontro com o escritor Kalunga que é maravilhoso com as crianças. Interage com elas de maneira simples e agradável, contando histórias, cantando e dizendo poesias. Muito carinhoso e prestativo cativou a todos que participaram ativamente da apresentação. Após assistimos uma encenação sobre o meio ambiente apresentado por alunos da Escola Décio Martins Costa. Aproveitamos que um navio da Marinha estava ancorado recebendo visitação e foi uma grande alegria para todos subir a bordo. Visitamos os estandes e visitamos o ônibus da biblioteca do Sesi.
Todos estavam alegres com a programação. Mais um saldo positivo para lançar no nosso balanço anual.
Quero aqui registrar algo que não esperava encontrar. Um livro infantil (ou quase) escrito por José Saramago: A maior flor do mundo (escrito com a ortografia vigente em Portugal) da Companhia das Letras e com ilustrações de João Caetano.
terça-feira, outubro 30, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
Razões para estar feliz

Estou imensamente feliz!
A cada dia que passa sinto mais paixão pela profissão que escolhi. Grande parte do mérito está no curso que estou fazendo, apesar das dificuldades impostas pela falta de tempo. Através dele sinto de certa forma recompensada pelo meu trabalho e pelas angústias sofridas em conseqüência dele. Neste curso tenho encontrado muitas respostas para meus anseios e dúvidas quanto “a ser educadora” e “o como proceder com coerência”. Cada nova lição me torna mais viva e necessária para estas crianças. Quando sinto pesar as frustrações vem uma nova palavra para aliviar o peso e me sinto reanimar para continuar naquilo a que me propus há “muuuiiiitos” anos atrás. Aos poucos, semestre a semestre vou me sentindo mais completa como profissional e como pessoa. Este momento da minha vida é muito especial porque no meio acadêmico voltei a acreditar que existem pessoas maravilhosas neste mundo e que merecem o meu respeito e admiração. No momento sinto necessidade de agradecer a todos que tem me acompanhado percebendo o meu crescimento ( Também! Já estava na hora de alguma coisa mudar!).
Outra coisa importante é que coloquei um computador na minha sala de aula(colaboração de meu marido) e me foi prometido pela direção a conexão com a Internet para o próximo ano. Meus alunos estão radiantes.
terça-feira, outubro 23, 2007
Concertos para Juventude
Estou bastante feliz com o resultado da ida ao Teatro São Pedro com as crianças para assistir “Concertos Banrisul para Juventude”.
Considero todos os aspectos positivos. Fomos de Trensurb e cada um comprou a sua passagem; passaram com segurança nas roletas sem atrapalharem-se como em outras oportunidades, entraram e saíram do trem sem correrias, caminharam pelo centro da cidade conversando naturalmente, mas não perderam o rumo do objetivo que os levou até lá.
domingo, outubro 21, 2007
Resultados

Após ter contato com as maravilhas da tecnologia, me senti tão envolvida que busquei uma forma de envolver meus alunos também nesta magnífica viagem de um futuro tão presente. Gostei muito da idéia de apresentação de Power-Point e passei a mostrar para eles as mensagens que recebia por e-mail apresentando alguns PPS (apresentação de slides do Microsoft Power Point), os quais prendiam a atenção deles e estimulavam perguntas a respeito da tecnologia. Senti que lhes era agradável e no momento em que disse que qualquer um deles teria a capacidade de criar uma apresentação sobre qualquer assunto que elegessem, despertei a curiosidade deles e a vontade de realizarem o trabalho. A partir daí começaram a se preparar para a tarefa de criação. Escolheram o assunto que lhes interessava e então passaram a pesquisar em jornais, revistas com caráter educativo e informativo como a revista Gênios e seus suplementos (RBS) e livros por mim disponibilizados, buscando elementos para o trabalho. Pediam material, sugestões e idéias para a execução. Durante a elaboração dos mesmos, ia fornecendo informações e dicas de como usar o programa e o teclado e contava com a colaboração de alunos que tinham algum conhecimento por participarem de projetos existentes para crianças em situação de risco social. O resultado foi gratificante. Apareceram assuntos diversos que estavam dentro da curiosidade deles em relação ao mundo como “O que é Música”, “Vulcões e Terremotos”, “Escritores Gaúchos”, até mesmo apresentação de livros infantis como “Roda de Chimarrão” de Maria Dinorah. Foi combinado que o trabalho seria composto de 10 slides no máximo e 7 no mínimo. Depois de planejados os slides e solicitadas as ilustrações (na Escola atualmente tem 4 computadores em funcionamento e não possuímos Internet) para que eu as digitalizasse ou buscasse na Internet, gravando-as em um cd , passamos para a Sala de Informática para que aos poucos eles fizessem a montagem do trabalho. A variedade de assuntos e a qualidade do trabalho realizado por eles podem comprovar a minha colocação que o trabalho foi um sucesso. Para isto estarei postando aos poucos as apresentações que eles fizeram na minha página do Wiki.
Para ver clique aqui.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Tristes Verdades

Dentro das Escolas seria ideal o pensamento que todos unissem forças para o bem-estar do aluno e condições para que o professor conseguisse ter as condições de trabalho necessárias para que o bem realizasse, porém o que se vê são os setores e pessoal de limpeza e merenda preocupadas em marcar as suas “folgas” que por lei não existem senão não assinariam o livro-ponto no dia da suposta “folga”. A falta de cuidado com os equipamentos pertencentes à Escola e a não manutenção das mesmas. As constantes faltas de funcionários que muitas vezes não cumprem a carga horária determinada por lei, a fraude de anotação de dias letivos quando na realidade não são cumpridos (sábados que dizem ser trabalhados e não são). A rotina se determina em função das necessidades e desejos dos funcionários e não em função do aluno, motivo e razão de existir “escola”.
Enfim, é neste ambiente que preciso fazer o meu trabalho e desempenhá-lo da melhor maneira possível. Desviar ou não atenção das crianças destas situações duvidosas? Considerar tudo normal apesar de estar contra tudo que eu acredito em termos de valores, responsabilidades, honestidade? Resta-me, reservar-me a minha sala de aula, afastando-me da idéia de comunidade escolar e buscar suprir de alguma forma as deficiências que a escola apresenta perante as crianças.
É nisto que pretendo me deter ao dissertar sobre as mudanças e progressos que tenho sentido no contexto do meu curso e da minha sala de aula e principalmente em relação aos meus sonhos e os meus ideais.
Considero importante expor que já há alguns dias tenho este texto dormindo nos arquivos do meu computador e como uma luz de inspiração recebi a recomendação da professora Bea de assistir um filme “Escritores da Liberdade” e após vê-lo, senti renascer uma esperança que por muitas vezes estava sentindo perdida.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Novidades

Uma grande modificação que fiz na forma de meu trabalho começou antes do recesso de julho quando procurei a direção da Escola e expus a minha idéia de trabalhar com a quarta série de uma forma diferente. Pensando em desenvolver a autonomia, confiança e elevar a auto-estima deles, comecei a realizar um trabalho parecido com o da Escola da Ponte. Combinei com eles, relação de conteúdos que seriam desenvolvidos no período de três semanas e junto, atividades fornecidas por mim em papel xerocado ou no próprio quadra-negro. Seriam conteúdos mesclados da necessidade do regimento da Escola e Plano de Estudo e alguns de acordo com os interesses e curiosidades deles. Depois de dado o planejamento para eles, seria fornecido em sala de aula material para pesquisa e fora da sala de aula poderiam buscar na biblioteca da Escola ou em outras fontes que tivessem oportunidade. Nos conteúdos matemáticos, primeiro fazem um estudo dirigido para depois dar a explicação nos aspectos solicitados por eles procurando dar-lhes sempre um exemplo próximo das suas próprias vivências. Sempre que encontram dificuldades buscam explicação individual e nas correções faço as explicações coletivas.Nas primeiras três semanas de setembro notei uma sensível diferença na forma de trabalho das crianças. Chegavam em sala de aula, sabendo o que iriam fazer, dentro da escolha deles do dia.
Cada um passou a ser responsável pelos resultados e andamento do seu trabalho. Quando achavam interessante trabalhavam em duplas ou eventualmente pediam opiniões para os colegas. Comparavam o que haviam selecionado para colocar nos trabalhos desenvolvidos e a turma passou a levar mais a sério os prazos e a necessidade de vencer os conteúdos. Nas primeiras três semanas, notei que o nº de aluno alunos que não corresponderam às expectativas foi menor que o nº de alunos que apresentavam problemas de freqüência, disciplina e interesse nos meses anteriores. Não sei se os resultados finais serão satisfatórios como espero, mas sei que a atitude deles em relação à escola mudou e aos poucos tento fazer novas adaptações para que consigam ser mais independente quando chegarem na 5ª série e mais organizados para que consigam aproveitar melhor o conteúdo dado. Quero principalmente que eles consigam desenvolver o senso crítico dos seus próprios trabalhados e do aproveitamento do que foi estudado.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Primeiras impressões

Teatro, Música, Artes, disciplinas que acordam nossa sensibilidade e criatividade e principalmente nos fazem lembrar nossos tempos de criança. Estou achando que este semestre é como uma caixa de lápis de cor, bem colorida diferente do semestre passado que estava parecido com um pergaminho envelhecido.
Apenas impressões!
sexta-feira, setembro 21, 2007
Tempo para mim...
sábado, setembro 15, 2007
Semana Farroupilha

sexta-feira, setembro 07, 2007
Talentos deveriam ser imortais
quarta-feira, setembro 05, 2007
Semana da Pátria
Preciso registrar também a pouca importância que a minha escola está dando para esta data pois apesar da decepção, seria uma oportunidade para junto com nossos alunos debatermos sobre o assunto.




