terça-feira, agosto 12, 2008

Tempo x Rotina

Ironia, frustração, desânimo...

Sentimentos que afloraram no momento em que tentei pensar a minha rotina semanal na hora de elaborar a tabela.

Infelizmente preciso admitir que respiro, vivo, penso minha profissão 24 horas por dia.

Mesmo no momento que estou estudando, buscando novos conhecimentos na rede, lendo, estou pensando o que estou deixando de fazer para as minhas aulas e para meus alunos.

Dedicação a familiares? Fazer comida, cuidar das roupas, organizar a casa, fazer compras...

Lazer? Só nas férias quando viajo.

Cuidados Pessoais? Tomar banho e me manter apresentável.

É. Realmente foram momentos de muita frustração...

domingo, junho 22, 2008

Então...



Com as tecnologias que temos ao nosso dispor, será que temos TEMPO para assimilar tanto CONHECIMENTO e nos adaptarmos a tanto ESPAÇO????... E as nossas crianças?

sábado, junho 21, 2008

Sobre Tempo e Espaço


Por ocasião do trabalho da linha do tempo tive oportunidade de apresentar para as crianças um infográfico da Editora Moderna onde apresentam os movimentos de rotação e translação da terra, um ótimo material para se trabalhar o tempo e as sombras, dia e a noite.

Para acessar é só entrar aqui.

sexta-feira, junho 20, 2008

Oficinas no Pólo



Estou gostando muito de participar das oficinas no pólo. Sempre se descobre alguma coisa nova.
Nesta última aprendi com a tutora Kátia a trabalhar com o
xtimeline, o programa para fazer a linha do tempo. Infelizmente a minha linha do tempo da interdisciplina de Representação do Mundo Pelos Estudos Sociais não foi feita com esta avançada tecnologia, mas é bastante provável que agora vou trabalhar com os meus alunos. Obrigada Kátia. E muito obrigada pelo companheirismos de todas que participam da oficina.

quinta-feira, junho 19, 2008

Momentos gratificantes


Continua se desenvolvendo o meu projeto de propiciar uma maior visão do mundo para as crianças da 4ª série. Tivemos a visita da Médica Suzete Saraiva, que trabalha num hospital público da capital, no setor neonatal. Conversando com os alunos, salientou a importância dos cuidados médicos que as futuras mamães devem ter, enfatizando os cuidados que os jovens devem ter para não enfrentarem uma gravidez fora de época e a preocupação em relação às doenças sexualmente transmissíveis. Ressaltou a importância do uso da camisinha e os riscos que as meninas e os futuros bebês terão no caso de uma gravidez precoce.
Na última quarta-feira foi a vez do atleta paraolímpico esgrimista, André Luís Nunes Antunes, 23 anos.
Foi um momento de muita aprendizagem como modelo de superação, de persistência e de vontade de realização. As crianças ficaram como sempre bastante concentradas escutando a história de vida do atleta e no final todos buscaram um autógrafo mostrando que agora eles tem um ídolo de carne e osso e não só uma imagem na televisão.

domingo, junho 15, 2008

Meu pedido...


Não me imponha o que você sabe;
quero explorar o desconhecido,
e ser a origem das minhas próprias descobertas.
Que o seu saber seja minha liberdade, não minha escravidão.
O mundo de sua verdade pode ser minha limitação;
sua sabedoria, minha negação.
Não me instrua; vamos caminhar juntos.
Deixe que minha riqueza comece onde a sua termina.
Mostre-se a mim, de maneira que eu possa
subir em cima dos seus ombros, e ver mais longe.
Revele-se para que eu possa ser
alguma coisa diferente.
Você crê que todo ser humano
pode amar e criar;
Compreendo, por isso, seu medo,
quando lhe peço que deixe-me viver de acordo com minha sabedoria.
Você nunca saberá quem eu sou,
se escutar apenas a si mesmo.
Não me instrua; deixe-me ser;
seu fracasso é que eu seja idêntico a você.


Humberto Maturana (biólogo chileno)

sábado, junho 14, 2008

Momentos de reflexão e alegria


Cada bocado de mim,

é fruto daquilo que colhi,

de todas as pessoas

que encontrei na vida...

HeLeNa

Por algum motivo que provavelmente tenho consciência apenas não me permito falar, estive a ponto de desistir deste curso e de todas as atividades as quais me propus este ano.

Ainda estou lutando para dar continuidade em tudo apesar de isto exigir uma força muito grande e uma energia que às vezes penso não ter mais por causa da idade e das minhas limitações. Mas enfim os pequenos grandes momentos que meus alunos me proporcionam de felicidade repõem o que preciso para continuar na corrida.

Na Escola temos um projeto de alunos monitores. São alunos do turno da manhã que são os maiores, que voluntariamente se oferecem para acompanhar as turmas dos menores, auxiliando as professoras com as necessidades dos pequenos. Auxiliam no horário de recreação, em sala de aula, etc. Ao mesmo tempo, estas crianças que não possuem recursos para outras atividades e que normalmente ficam pela rua, dentro da vila mal acompanhados, têm na Escola um lugar de socialização e treinamento para a vida na comunidade. Chamou-me muito a atenção atitudes de um menino, meu aluno pela manhã e que me auxilia à tarde.

Quando os pequenos estão trabalhando, ele fica passando pelos grupos e observando o trabalho deles e nesta observação ele teve a sensibilidade de observar uma menina que pintava os desenhos só de uma cor só. Assim ele se dirigiu a mim e comentou em voz baixa o ocorrido acrescentando que achava que ela estava fazendo isto porque não tinha os lápis de cor. Perguntou se podia oferecer os lápis de cor dos potes coletivos que preparo no começo do ano. Em outra oportunidade uma menina saiu para ir ao banheiro e ele achou que ela estava demorando a voltar. Vendo que estava envolvida com o trabalho das crianças, ele solicitou que a sua colega, também minha aluna da turma da manhã fosse ao banheiro para saber se ela precisava de alguma coisa. (E realmente precisava. Precisava de mais papel). Assim vejo que este projeto desenvolve muito nas crianças o espírito do trabalho em equipe, a sensibilidade e a responsabilidade dos educandos tornando-os mais participantes do seu meio e de sua comunidade. Só por isto já vale continuar insistindo e não desistir.

domingo, junho 08, 2008

Lecionar...

Nesta semana tivemos uma aula presencial de Estudos Sociais e uma aula presencial de Ciências. Sinto bastante falta de aulas presenciais. Não resta dúvida que a praticidade das aulas à distância facilitam muita a vida tumultuada e agitada que todas temos, mas mesmo assim me considero uma estudante a moda antiga. Tenho uma especial predileção por sentar nos cadeiras de alunos e ficar fascinada olhando os professores com o entusiasmo próprio daqueles que amam a profissão (característica dos professores do PEAD), fazerem a exposição daquilo que acreditam tentando nos passar suas crenças e nos incentivando para a nossa difícil, mas abençoada tarefa.
Emocionou-me a aula do professor José Francisco. Muita poesia e simplicidade e a constatação que lecionar continua sendo um eterno aprender.

Aula de cidadania


Sexta-feira, dia 6, realizamos uma aula de cidadania com a nossa comunidade.
Depois de termos a Escola arrombada no período de um mês quatro vezes e não recebermos a devida atenção da SEC, resolvemos fazer uma manifestação através de uma caminhada junto com as crianças e pessoas da comunidade, buscando a devida atenção dos órgãos competentes. Foi uma lição para nossos alunos que confeccionaram os cartazes e combinaram as palavras de ordem. Foi uma aula prática de estudos sociais, cidadania e organização na comunidade, que normalmente considera as adversidades do dia a dia obra do destino.

sábado, maio 17, 2008

Tomada de posição

Após a aula do dia 14 de maio, tirei um tempo para pensar sobre a discussão levantada no início da aula.

Já por algumas vezes ocorre a queixa da falta de tempo para realizar as tarefas do curso e não questiono as razões de ninguém para isto tendo em vista que eu mesma por vezes me sinto da mesma maneira. Porém quando isto acontece me vem à memória o momento em que a professora nos colocou que o curso que fazíamos compreendia uma carga horária de 25 horas semanais. Se eu realmente me dedicasse estas 25 horas semanalmente com total dedicação provavelmente eu conseguiria ter todas as tarefas em dia e muito provavelmente conseguiria fazer muito mais leituras do eu faço.

O que acontece é que considerando a vida tumultuada que levamos de mães, esposas, donas de casa, mulheres e professoras de classes de crianças que exigem muito da nossa atenção, muitas vezes estabelecemos novas prioridades e esquecemos de lembrar nosso comprometimento das 25 horas semanais.

Concordo que nossa carga horária de professora não se limita somente às 44 horas semanais como reza o nosso contrato (pelo menos para quem trabalha com o CAT no Estado). Quarenta horas são gastas em sala de aula, junto com as crianças e usamos muito mais do que 4 horas por semana planejando aulas, elaborando materiais didáticos e organizando, corrigindo avaliações e emitindo pareceres das mesmas. Logicamente para isto terminamos utilizando parte do tempo que deveríamos nos dedicar às tarefas do curso.

Desta forma, concluo que se não temos tempo, se temos carga horária de sessenta horas por semana, se não conseguimos dar conta do recado, não é certo atribuirmos responsabilidades aos nossos professores pois aos ingressarmos no curso, assumimos todas as particularidades dele sabendo que era à distância e que iríamos economizar o tempo de transportes, o desconforto de ficarmos horas sentadas em sala de aula e talvez até aulas teóricas bastante enfadonhas e pouco assimiláveis mas não economizaríamos dedicação, trabalho e comprometimento.

quinta-feira, maio 15, 2008

Para pensar...

Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar,me acomodar e obedecer?...
Manhê! Tirei dez na prova.
Me dei bem, tirei um cem,
quero ver quem me reprova.
Decorei toda a lição, não errei nenhuma questão.
Não aprendi nada de bom, mas tirei dez.
Quase tudo que aprendi,
amanhã já esqueci.
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi...

Gabriel - O Pensador 1999

domingo, maio 04, 2008

Sem palavras...só números....8x1

Ainda falando em socialização...

Assembléia dos alunos da Escola da Ponte


Voltando ao assunto da socialização gostaria de colocar a experiência que estou realizando em minha sala de aula.
Cada 15 dias estou levando um profissional de diferentes áreas para conversar com as crianças de 4ª série. São dias de expectativa para as crianças que possuem um espaço de convivência bastante restrito dentro de suas vilas e não têm oportunidade de contato com profissionas em uma conversa informal.
Já participaram deste debate uma advogada e um bancário estudante da Ufrgs em Ciências Atuariais. No próximo encontro será a vez de uma médica que trabalha entre outras coisas com adolescentes grávidas e em um projeto de controle da AIDS.
O mais interessante é a descontração que as crianças vão adquirindo perguntando coisas que saem na mídia e sentem vontade de compreender melhor as matérias. Além disto alguns assuntos de interesse pessoal que escutam esporadicamente e querem ter melhor conhecimento como pensão de pais para os filhos, se a polícia pode entrar em suas casas indiscriminadamente, sobre o que é estar com o nome limpo para crédito, o que é SPC, SERASA e alguns detalhes querendo saber por exemplo qual a disciplina mais necessária para esta ou aquela profissão. Procuram saber como era a vida destes profissionais quando estavam nos bancos escolares como eles.
Tem sido bastante gratificante este trabalho para mim pois logo que termina o trabalho com um profissional já querem saber qual o próximo que virá.
Além disto gostaria de deixar disponível uma entrevista com o idealizador da Escola da Ponte, José Francisco de Almeida Pacheco, que saiu na revista "Guia Prático para Professores do Ensino Fundamental I" do mes de maio. Escola da Ponte

Assisti uma palestra com o Professor Gabriel de Andrade Junqueira Filho, da área de Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFRGS onde apresentou as ações desenvolvidas pela Escola da Ponte, localizada em Vila das Aves, Portugal, no que se refere ao trabalho com os anos iniciais do ensino fundamental. O professor fez um relato de seu convívio na escola no mes fevereiro e março, abordando aspectos como o planejamento e a avaliação do trabalho: seleção, articulação e avaliação dos conteúdos. Acho bastante atraente a proposta desta escola principalmente no que se refere a responsabilidade e a socialização da criança.

sábado, maio 03, 2008

Falando em socialização...


Ao ler o livro recomendado pela Profª Cida*, chamou-me a atenção, o capítulo 2 que fala sobre “A Socialização da Criança” e as contradições que as escolas executam ao colocar o aluno em classes individuais, de preferência trabalhando sozinhos. Devo mencionar que não é esta a minha forma de trabalhar, pelo contrário, meus alunos trabalham sempre com as mesas em grupos mesmo que estejam fazendo trabalhos individuais, pois nem sempre é possível avaliarmos somente com trabalhos em grupo. Bem, continuando, estes grupos vão se modificando no decorrer do ano. Às vezes, aleatoriamente e outras de forma dirigida. Acho essencial esta troca entre eles até porque nem sempre a linguagem do professor atinge todas as crianças e já notei que uma mesma explicação dada por mim, feita na linguagem de um colega obtém melhores resultados para algumas crianças. A aula se torna menos silenciosa? Realmente, porém com a minha experiência de ministrar aulas de forma tradicional e extremamente disciplinada no silêncio não pude comprovar melhores resultado e muito menos interação entre os alunos.

Sempre me preocupa, porém o fato das crianças trabalharem em grupos, jogando, discutindo e interagindo até completarem a 4ª série (atualmente ainda de 8 anos de ensino fundamental ) e quando passam a freqüentar as aulas de 5ª série perdem este ambiente de interação e passam a ter que trabalhar individualmente, sem trocas porque temos dois significados do que é ensinar em uma mesma escola. Tenho certeza que não acontece só na minha escola e muitas vezes me pergunto se estou certa na minha maneira de agir ou não?

Tenho forma de modificar isto ou não? Devo voltar ao método tradicional de transmitir conteúdos ou não?

*Estudos Sociais, Teoria e Prática >Antunes, Aracy do Rego; Menandro,Heloísa Fesch;Paganelli, Tomoko Iyda


terça-feira, abril 22, 2008

Tomada de Consciência


Estou aos poucos entrando no ritmo de trabalho mais disciplinado.

Precisava me organizar com todas as novidades deste semestre e decidir que não ia desistir de nenhuma das opções que havia feito.

Tenho certeza que vou vencer estas dificuldades assim como sempre venci os obstáculos e dificuldades na minha vida. Estou realmente adorando todos estes novos empreendimentos que assumi. Tenho grande amor pela minha profissão e estes novos desafios só me farão crescer profissionalmente e pessoalmente. Em breve estarei divulgando os endereços do meu blog do Plano Individual de Estudo e também o trabalho que estarei fazendo com as crianças aplicando o conhecimento do Curso de Formação de Educadores do Lead.

Hoje, ao dar a aula para as crianças de 4ª série de Estudos Socias, utilizei a idéia do Tempo sugerida pelas atividades da Interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais e ao mesmo tempo utilizei o trabalho com os mapas conceituais.Fiquei encantada como as crianças já estão se adaptando com este tipo de trabalho e como eles interagem com estas idéias onde se faz relações de conceitos.

Me sinto feliz aprendendo sempre mais e podendo aplicar estes ensinamentos com os meus alunos e mais feliz ainda por ver que eles correspondem às idéias que são levadas para eles.

É claro, espero estar no caminho certo e que bons frutos floresçam destas sementes.

domingo, abril 06, 2008

Mais um dia...


Hoje tive mais uma aula do curso de extensão.
Devo começar a oficina em breve e estou ansiosa para fazer o trabalho com as crianças de 4ª série. Acredito no tipo de trabalho que está sendo tratado. Acho que é uma ótima forma de fazer as crianças interessarem-se em aprender mais sobre assuntos escolhidos e demonstrarem o seu crescimento através dos mapas conceituais. Tenho dificuldade de acompanhar todas as atividades mas não pretendo desistir pois quero aprender para utilizar regularmente este tipo de ferramenta e passar para as crianças.

quinta-feira, abril 03, 2008

Muito atrapalhada



Realmente não tenho postado. Não gosto de dar desculpas, pois sempre que me vejo impossibilitada de fazer algo é porque realmente tenho motivos principalmente quando é fazer algo que me dá satisfação. Sinto-me, porém, na necessidade de colocar os meus motivos. Resolvi testar o meu limite, assumindo uma turma de 2ºano (Ensino Fundamental de Nove Anos) depois de trabalhar a vida toda com turmas de 3ª e 4 ª série (Ensino Fundamental de Oito Anos), mudando radicalmente a clientela com que estava acostumada. Tem sido tudo muito novo para mim, rotinas de aula, tipo de trabalho, atividades, maneira de falar, paciência, paciência, paciência... Devo confessar que estou adorando, mas os pequenos terminam ocupando muito do meu tempo, preparando atividades e material interessante para eles. Agora que estou começando a me organizar para realizar todas as minhas tarefas inclusive porque também estou fazendo um curso de extensão: “Formação de educadores de crianças e jovens em vulnerabilidade social”.

domingo, março 30, 2008

Análise Portfólio Final (3º Bimestre)


Relembrando a apresentação do semestre no final do ano que passou, veio à memória o entusiasmo que todas estávamos com as conquistas alcançadas. De certa forma foi importante retomarmos estes momentos, pois me voltou a alegria de ter realizado um trabalho estimulante para mim e para minhas crianças. Percebi nas minhas colegas, durante a apresentação que todas nós encontramos dificuldades e que dentro de nossas possibilidades todas estamos superando os obstáculos do tempo, das dificuldades que as nossas crianças têm trazido para dentro da escola e dos entraves que a tecnologia nos apresenta. Não posso dizer que foi através das apresentações das colegas, mas de lá para cá fui descobrindo através da minha curiosidade e das oportunidades que este curso apresenta de crescimento pessoal e profissional, novas formas de apresentação de trabalho. Porém, foi através de minhas colegas de curso, todas, não só as do grupo que participávamos que passei a tomar consciência que todos somos limitados e o que é mais importante é sabermos quais são os nossos limites e através deste conhecimento desenvolvermos o trabalho da melhor forma possível.

Tenho consciência de que muito mais poderia ser dito na minha apresentação final mas, é necessário que sejamos mais objetivas até em função do tempo e por isso precisamos selecionar o que é mais relevante.

Todo o trabalho foi gratificante e tivemos oportunidade de nos colocar no grupo como testemunhas da evolução de todas.

sábado, dezembro 08, 2007

Voltando a sonhar


Hoje fazendo uma retrospectiva dos trabalhos desenvolvidos no curso descobri algo maravilhoso: “A felicidade de voltar a sonhar”. Pensava sobre as oficinas e atividades realizadas junto às crianças e revivia os momentos em trabalhava em uma Escola com turno integral, a qual na ocasião era chamada de semi-internato. Aqueles momentos depois das aulas eram intensos e gratificantes para eles. Lá tinham oportunidade de brincar, criar, aprender e crescer como pessoas num ambiente seguro e acolhedor, podendo usufruir as suas infâncias de maneira plena. Pois aí reside o meu grande sonho. “Que as crianças tenham um espaço após as aulas para poderem aproveitar as suas infâncias e desenvolverem plenamente suas capacidades e habilidades para virem a ser cidadãos felizes e conscientes da sua participação no transcurso de suas histórias e na história da humanidade”.

Preciso agradecer à professora Neusa Sá pelo fórum que ela criou que me permitiu reviver ótimos momentos passados e lembrar-me de meus antigos sonhos, que estavam adormecidos.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

União das forças


Na aula de Música tive a felicidade de reunir muito dos conhecimentos que adquiri durante o curso.
Com a escolha da história de Noel Rosa, pude aplicar meus conhecimentos das TICs, teatro, música, contação de histórias e ludicidade. Foi um momento de descontração, alegria e conhecimento para mim e para as crianças.
Esta aula e a apresentação do teatro estão em Atividades de minha sala de aula no meu Wiki.
Aula de música
Comecei a atividade, apresentando a história de Noel Rosa através da apresentação do PPS “No Botequim com Noel”. Para isto utilizei o computador e a televisão para que todos acompanhassem a história. Depois de contar a história com o auxílio do PPS, distribui cópia da letra da música “Conversa de Botequim” para todos e em seguida apresentei três interpretações da música. A do disco do livro cantada por crianças, um clipe do Chico Buarque de Holanda gravada na Confeitaria Colombo e outro clipe da Maria Rita em um programa de televisão “Som Brasil”. Gostaram mais da Interpretação do disco cantada por crianças. Cantamos um pouco a música e apresentei para ele um pouco mais da história de Noel Rosa com conteúdo retirado de http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/ site MPB NET. Conversamos sobre a história dele e fizeram perguntas como o que era botequim, sobre o porque que as pessoas morriam de tuberculose antigamente e outras curiosidades que não estão acostumados a debater.
Num segundo momento voltamos a cantar a música desta vez tentando colocar o passo com ela. Divertiram-se muito, pois não estavam acostumados a me ver cantando e dançando com eles. Isto os entusiasmou muito e ao mesmo tempo me deixou muito à vontade. Continuamos por algum tempo tentando acertar os passos e os ritmos de todos. Por fim deixamos para continuar mais tarde em um outro dia.
Em outro momento iniciei a aula apresentando o vídeo onde aparece o “Bando de Tangarás” grupo que Noel Rosa fazia parte cantando a música “Vamos Fallá do Norte” produzido por Benedetti-Film ( http://www.youtube.com/watch?v=o03cJMg8SaE ) e após voltamos a tentar acertar o trabalho com o passo. Não ficou perfeito, mas eles já apresentaram consideráveis melhoras. Ainda sugeri que ele tentassem batucar levemente na classe uma batida que acompanhasse a música. Faziam sons com as mãos, com os lápis e réguas e incrivelmente alguns demonstraram ter bastante ritmo para acompanhar e não se perder no meio da música enquanto outros demonstraram muita dificuldade.
Foi tudo novo e divertido para eles que ficaram esperando que eu levasse mais novidades para eles.
A última tarefa foi transformar a letra da música “Conversa de Botequim” em uma historinha em quadrinhos. Esta tarefa foi feita ao som da música e alguns cantarolavam juntos.
Para mim esta experiência foi muito gratificante. Sempre gostei de música e desde que havia entrada nesta Escola, no Estado, não havia trabalhado especificamente com música com as crianças. Este ano passamos o ano todo aprendendo novas músicas e cantávamos pela simples satisfação de cantar. Com estes novos subsídios pude enriquecer consideravelmente as minhas aulas além de dar um maior sentido e razão para elas. As crianças demonstraram que têm muita curiosidade sobre tudo que se refere ao passado em todos os assuntos. Tiveram outra visão das músicas ditas por eles, “ultrapassadas”, pois saiam da sala de aula cantarolando e notei principalmente que o exercício para fazer o passo permitiu para eles um exercício de atenção e concentração, pois precisavam ficar atentos ao ritmo e para isto precisavam principalmente saber ouvir.

Exercícios Teatrais
Considerei a melhor parte deste trabalho os momentos de preparação. Momentos em que aprendi muito das crianças, de seus desejos, de seus pensamentos. Através das expressões e movimentos em cena conheci segurança e insegurança dos alunos, ansiedades e satisfações de fazerem parte de algo que era importante para a comunidade.
Tive oportunidade de trabalhar com eles alguns jogos de Viola Spolin, retirados do fichário de Jogos Teatrais*, como “Conversação em Três Vias” e “Modificando a Emoção” com os quais eles se identificaram no momento da apresentação. Mantiveram desenvoltura no espaço da apresentação improvisando movimentos criativos sob o comando: “Façam como se estivessem zelando e cuidando do Planeta, da Mãe Terra”. Conseguiam prestar atenção nas ordens dadas para a representação e de certa forma combinar com os colegas para o movimento não ser repetitivo e tampouco sobressair aos demais colegas. Também apresentaram bons resultados por ocasião das cenas que de repente tinham que mostrar medo através das expressões faciais e corporais, passar da tristeza para alegria, da repentina alegria para tranqüilidade de um problema solucionado.
* Jogos Teatrais de Viola Spolin- Para melhor melhor uso e funcionalidade na prática de sua aplicação, Viola Spolin fez uma seleção especial de jogos teatrais, dispostos em fichas separadas em uma caixa, servindo ao trabalho em sala de aula. Através de Jogos Teatrais: o Fichário de Viola Spolin, professores e alunos podem viver a experiência teatral, com grande benefício para seu ensino e aprendizado.