domingo, maio 30, 2010

Dificuldades...


Como tenho tido dificuldades referentes ao que os alunos conhecem do manuseio do computador e das suas poucas possibilidades de acesso aos mesmos, preocupo-me com o tempo para realizar o que estava planejando. As crianças têm muito boa vontade e estão cooperando bastante com o seu entusiasmo, disciplina para que as aulas ocorram com tranquilidade e muita dedicação, entretanto as suas limitações aumentam o tempo necessário para as tarefas propostas. Tenho uma aluna e um aluno que são rápidos para assimilar as habilidades no uso do computador, mas mesmo com a ajuda deles, alguns apresentam muita dificuldade de memorizar orientações simples. Por vezes desanimo, mas penso que preciso insistir para que as coisas mudem.

O fato é que seria melhor que o tempo de estágio fosse um pouco maior para que eu pudesse realizar tudo o que planejei. Sei que vou continuar trabalhando com a turma da mesma forma e tenho certeza que até o final deste ano letivo meus alunos estarão bem mais confortáveis com este tipo de trabalho e estarão dominando com mais destreza o computador e seus programas.

domingo, maio 23, 2010

Conversa com a médica

A conversa com a médica Suzete Saraiva do GHC foi bastante produtiva e acrescentou bastante no projeto que estamos desenvolvendo sobre a saúde e meio ambiente. Noções de cuidados com a higiene, forma de vitar doenças motivou os alunos para perguntas e questionamentos que muitas vezes não quem responda.

Incentivo para buscarem através do estudo a realização de sonhos também serviu de estímulo para eles. Observei o quanto precisamos sugestioná-los para que se cuidem, pois se tem a impressão que não valorizam muito a saúde e a vida nesta idade..

Pequenos no Laboratório de Informática


Esta semana, levei os meus pequeninos para o Laboratório de Informática.

Fico encantada de ver como eles sabem negociar quem fica com o mouse e o tempo que dividem. Já é uma ótima oportunidade para saberem trabalhar em grupo e conviverem de forma harmônica com os recursos que temos. Aliás, Este é um fato que todos já sabem administrar respeitando os direitos de todos e de cada um.

Sou professora...

Tenho percebido como tem sido importante para o meu trabalho este acompanhamento da supervisora de estágio Profª Neusa e da tutora Profª Andrea. Como já havia comentado em postagem anterior, ter alguém que faça comentários sobre o nosso trabalho é muito importante e estimulador. Já não deixo para fazer o meu planejamento e as minhas reflexões no final do dia quando já estou cansada e desanimada de adiantar todas as tarefas domésticas da semana. Dou-me ao direito e aos meus alunos de parar em um momento do final de semana que estou disposta e com a cabeça leve para melhor trabalhar e pensar. Um pouco egoísta da minha parte, pois é necessário dar atenção à família, mas cheguei a conclusão que este momento é um momento que me proporciona satisfação e prazer e, portanto devo aproveitá-lo da melhor maneira possível. Ás vezes não me permito ao direito de reconhecer que esta é a parte da minha realização profissional e por conseqüência como pessoa e cidadã.

Tenho me preocupado em não descuidar do atendimento individualizado aos alunos em função das atividades do estágio, pois por vezes a preocupação em cumprir o planejamento desvia um pouco a minha atenção.

domingo, maio 16, 2010

Visita de apoio

A visita da professora supervisora do estágio Profª Neusa e da tutora Profª Andréia me trouxe muita tranquilidade e segurança. Como coloquei em minhas reflexões semanais, em muitos momentos me sinto como se estivesse fazendo um trabalho distante do mundo real, pois não consigo estabelecer um diálogo de trocas e sugestões com as minhas colegas.

Até escutam quando sinto muitas vezes vontade de falar para receber um apoio ou até uma crítica ao meu trabalho. Mas trocas eu não consigo estabelecer. Será que não estou conseguindo me fazer entender ou o que espero é demais?

Sinto falta de uma supervisão pedagógica, principalmente uma supervisão que tenha esta mesma visão moderna e mais voltada para a realidade da clientela que trabalhamos que fica mais de acordo com o que buscamos neste curso do PEAD.

sábado, maio 15, 2010

Contratempos Proveitosos

Na quinta-feira fizemos uma programação diferente do que estava previsto. Na quarta fomos convidadas a participar da solenidade de aniversário do 11º batalhão da Brigada Militar que se realizou no estacionamento do Shopping Iguatemi. Com a possibilidade de levar as crianças para um local diferente onde dificilmente tem possibilidade de estar e com condução de graça, naturalmente o convite foi aceito sem dificuldades e o resultado foi ótimo.

Notava-se a alegria e a curiosidade das crianças dentro do shopping, subindo e descendo nas escadas rolantes e a concentração e interesse dos mesmos durante a solenidade, com protocolos militares e o canto do hino nacional com o acompanhamento da banda da Brigada.

Estas saídas, acredito serem às vezes mais proveitosas que muitas horas que ficamos trancadas na sala de aula.

domingo, maio 09, 2010

Arquitetura Pedagógica


Estive pensando sobre a questão da Profª Bea sobre a arquitetura pedagógica que eu iria usar.

Entre muitas e poucas idéias optei por encerrar o trabalho sobre a valorização do bairro em que vivemos com um documentário que vamos criar até o final do estágio.

Acho que se enquadra melhor com a motivação dos alunos.

Vou lançar a possibilidade para eles esta semana e ver como eles conseguem entendê-la junto comigo. Na verdade quero ver se através de algumas sugestões e exemplos eles lançam esta idéias pois já notei o grande interesse deles pelos vídeos do you tube ou caso não consiga o material e suporte necessário para isto, uma novela em quadrinhos. Terei isto decidido nesta semana.

Preciso também revisar alguns tópicos do meu planejamento.

Fora isto, eles já têm uma página no pbworks criada para eles registrarem o que produzem. Tem sido um trabalho muito interessante e ao mesmo tempo muitos vezes truncado pelo fato das crianças não estarem acostumadas a trabalhar com os programas necessários no computador. Na verdade estamos crescendo juntos nesta caminhada pois tem sido um desafio transmitir todos estes novos conhecimentos.

domingo, maio 02, 2010

Novas aprendizagens


Enfim, está pronta a instalação da Internet no Laboratório de Informática.

As crianças estão vibrando com a possibilidade de navegar e criar com as novas tecnologias. Muitos deles precisarão de auxílio maior para realizar as tarefas, entretanto tenho certeza que será uma tarefa fácil pelo interesse que eles têm em descobrirem e se descobrirem como pessoas com capacidade de serem responsáveis pelo seu próprio crescimento e evolução.

Já formamos um grupo que se auxilia, cooperativamente e de forma solidária.

Aos poucos estão tomando a consciência do que é um trabalho de grupo e desta forma estamos aprendendo o que é formar uma equipe. Sim, é isto que estamos tentando formar, uma equipe de estudos e participativa no processo de aprendizagem.

A cada ano, este trabalho de conscientização com os alunos, me traz novos conhecimentos e experiências e o sentido da solidariedade dentro da sala de aula torna-se mais claro e necessário para mim na minha função de educador.

domingo, abril 25, 2010

Vivência


Nesta semana, as atividades que eram oferecidas para os alunos, eram motivo para muitas conversas e debates na sala de aula. O desfecho da história de P. que narrei na postagem anterior afetou a todos e tanto eu como eles precisávamos conversar mais sobre o que estamos fazendo na Escola. Foram importantes estes momentos onde participamos mais da vida uns dos outros e tivemos oportunidade de passar a nos respeitar mais.

A “Carta de 2070” deixou-os também bastante preocupados e o trabalho a partir da leitura impressa permitiu que eles a analisassem com mais cuidado e compreensão. Fiquei bastante satisfeita com as conclusões que chegaram até o momento.

E então...


“Professora, a última vez que eu vi ele...Bah! Ele sentado, a perna que ele levou o tiro, a bala estava lá dentro ainda e era uma ferida só. Ele estava com o rosto todo machucado de apanhar. Ele tava na “pedra”(crack). As moscas ficavam rondando em volta dele. Terminou que mataram ele porque devia e atiraram o corpo dele no rio”. Esta foi a descrição que L.V.C.M.(10 anos) fez de um aluno que esteve comigo durante três anos, pois além de todos as adversidades que sofria como a perda da mãe, o pai violento, a miséria e a falta de perspectiva, tinha sério problema de déficit de atenção. Sem contar que a Escola não possuía ou não se interessava em dar qualquer apoio pedagógico para alunos com problemas de aprendizagem.

Volto a me perguntar, qual é o meu papel na vida destas crianças? Certa vez li em um artigo, a seguinte questão: "Como criar consciência de preservação do meio ambiente nas comunidades carentes onde a maior preocupação é a sobrevivência? Cuidar para que a casa não seja destruída em um temporal mais forte e torcer para que a pessoa que se encontra doente consiga sobreviver até a consulta marcada para daqui a um ano se realize?"

Perguntas? O que as crianças querem saber? Pelo quê, eles têm curiosidade?

sábado, abril 17, 2010

Onde foi que eu errei?

Ao retomar a semana de estágio percebo que lecionar tem sido travar uma constante batalha em busca de condições de trabalho adequadas ao que acredito como ideal. Além disto, lidar com frustrações como aconteceu num destes dias.

Encontrei um ex-aluno meu na hora do recreio. Ao tentar conversar com ele, percebi que ele me olhava como se eu fosse inimiga dele. Muitas vezes me pergunto se o trabalho que realizo é suficiente ou correto, pois se torna muito desgastante para eu receber notícias de alunos que passaram por mim, estarem presos no presídio central ou até mesmos mortos por assassinatos. Sem contar aqueles que agora são os chefes dos pontos de tráfico.

Sinto-me como uma mãe que se pergunta: “Onde foi que eu errei?”

domingo, abril 11, 2010

Elaboração do projeto do estágio

Ao elaborar o projeto do estágio surgiram muitas dúvidas.
Como conciliar conteúdos exigidos pela escola com assuntos do interesse do aluno e que sejam da vivência e da experiência vividas por eles. Tudo isto exige uma reflexão maior em torno das suas vivências e interesses deles. É possível? É claro. Evidentemente precisamos nos concentrar de uma maneira mais ampla nas suas realidades e anseios. No fundo todos eles querem saber de tudo, apenas não possuem um real estímulo para este caminho. Precisamos de certa forma sermos os seus norteadores e oferecer possibilidades para que determinem seus interesses.
Na verdade tenha a impressão que o nosso planejamento deve ser aberto e flexível para que no decorrer do tempo possamos adequar aos seus reais interesses.
Existe também a dificuldade como já havia comentado em uma postagem anterior a questão da avaliação. Tomei a liberdade de solicitar que eles registrem as suas descobertas em uma página aberta para cada um para que eu possa além do acompanhamento da observação, acompanhar como eles se descobrem aprendendo. Também estou providenciando para utilizar a auto-avaliação como um componente da avaliação final. Não estou ainda satisfeita e continuo buscando me aprofundar mais na avaliação inclusiva e apreciativa para utilizar neste projeto. Leituras efetuadas no semestre passado e em outras fontes que estou buscando tem me ajudado muito. Uma delas é a Revista Pátio da Artmed que possui artigos ótimos sobre o assunto e sobre educação e tecnologias na educação.

sexta-feira, abril 09, 2010

Encontro com supervisores

Após o encontro com os supervisores de estágio no dia 7/04 (quarta-feira), as preocupações e inquietações sobre o trabalho a ser desenvolvido aumentaram. Tudo normal. É para ser um momento de tranquilidade aplicarmos o que aprendemos durante estes 3 anos e meio. Entretanto sei que tudo o que se refere a seres humanos e a influência que temos sobre eles, além da responsabilidade das sementes que plantamos em suas vidas exigem de nós estas preocupações.

Tranquilizador é saber que contamos com o apoio das professoras e tutoras empenhadas que tenhamos um período calmo, criativo e produtivo neste estágio.

sábado, abril 03, 2010

Preocupações



Estou tentando me adaptar ao trabalho que está sendo sugerido neste período de estágio da faculdade.

Ousar, experimentar, criar. Aparentemente parece muito fácil, porém ao mesmo tempo exige um compromisso em relação ao processo de aprendizagem de nossos alunos. Preciso focar constantemente o que eu espero acrescentar no desenvolvimento deles, na capacidade de busca de conhecimento que desenvolverão e principalmente no interesse que precisarão demonstrar pelo tema abordado para que realmente aconteça esta aprendizagem e esta busca.

Ao mesmo tempo corro contra o tempo para colocar as máquinas do laboratório em condições para as buscas e elaboração de trabalhos e conclusões que alcançarem.

Respirar fundo e acreditar. E continua a luta. Afinal sou privilegiada pois tenho uma turma ótima, uma direção de escola que me apóia integralmente e uma equipe no curso que acredita em mim e está pronta para auxiliar no que for necessário. Melhor que isto só “dois isto”.

sexta-feira, abril 02, 2010

Exposição "Eu, Porto Alegre"

Dia 31/03 (quarta-feira) fomos visitar a exposição "Eu, Porto Alegre".
Foi um passeio inesquecível para as crianças. Ficaram fascinados com os recursos e os resultados possíveis com as tecnologias disponíveis para todos.

quarta-feira, março 31, 2010

Caminhada no bairro

No começo da semana começamos o nosso projeto de estudo da comunidade onde vivemos.
Realizamos uma caminhada na comunidade para analisarmos e conhecermos os problemas que existem.

Como principal objetivo era observar as carências existentes na comunidade em relação a serviços públicos como saneamento básico, calçamentos, energia elétrica, enfim, a infra-estrutura para ajudar na obtenção de qualidade de vida.

Ops! Encontramos um grande problema... “Como definirmos qualidade de vida”?

Tema para discutirmos em sala de aula.

Foi um trabalho bastante interessante de observação e conscientização do ambiente em que vivem para buscar soluções para as questões observadas.
A cada dia que passa percebo que é uma turma com muito potencial, precisam apenas sentirem-se mais seguros para expressar o que pensam e o que querem.

quinta-feira, março 25, 2010

Avaliação

Ao elaborar o plano de estudo solicitado pela organização da escola me deparei com o eterno dilema da avaliação. As leituras que tenho feito sobre “avaliação”, tem me levado a refletir sobre o meu trabalho e principalmente sobre o que realmente busquei durante todos estes anos ao trabalhar com meus alunos e atribuir-lhes notas pelo seu desempenho. Tenho me questionado muito e por consequência questionado o modelo de avaliação que é aplicado às crianças pelo nosso sistema de ensino. Minha principal crítica é à interpretação que é dada à lei. A avaliação tem uma função dentro de um contexto educativo e não pode ser analisada de forma individual. O conhecimento do aluno não deve ser medido pelo que ele assimilou daquilo que o professor determinou como o necessário para ele aprender. A autonomia do aluno em buscar os conteúdos que ele tem como prioridade e as formas que ele busca este conhecimento é que acredito que podem ser a medida do seu crescimento dentro da aprendizagem ou não. De acordo com Thereza Penna Firme: ”O fator crucial é segurar a auto-estima para realizar o salto da transformação e do aperfeiçoamento contínuo”. Sinto a necessidade de aprofundar a minha leitura a respeito da avaliação e naturalmente a avaliação que se refere à inclusão. Falo isto porque mesmo não tendo alunos de inclusão, tenho alunos com formas de limitação que não podem ser avaliados da mesma forma que outros.

domingo, março 14, 2010

De volta



Tomei coragem e início as postagens deste ano, depois de muita indecisão e angústias frente as dificuldades que se apresentaram.
Busquei uma mensagem de incentivo para que de vez em quando volte para buscar mais energia para seguir em frente.
Então, vamos lá Neusa! Tu és tua maior incentivadora! Corre atrás dos teus sonhos!


sexta-feira, novembro 20, 2009

domingo, novembro 15, 2009

Educação de Jovens e Adultos


Lendo o texto de Marta Kohl de Oliveira percebo a importância de conhecer a situação e características do alunos da EJA. Se faz importante para a realização da prática pedagógica do professor o entendimento de uma clientela “não- crianças” , que em algum momento da sua aprendizagem tornaram-se excluídos do ambiente de aprendizagem e que possuem características próprias do seu grupo cultural com a sua forma de raciocínio e estratégias de aprendizagem e uma visão própria de ver o mundo e os seus acontecimentos.

Deve-se ter presente que o modelo pedagógico usado na escola regular com as crianças e adolescentes não é apropriado para ser aplicado com os alunos da EJA, inclusive o vocabulário e a sequência utilizada. Além disto, o letramento do indivíduo também é aspecto importante a se analisar no trabalho com jovens e adultos.

Dentro desta análise as dificuldades que estes indivíduos encontram no dia a dia para freqüentarem uma escola também devem ser observadas, pois são cidadãos que já estão no mercado de trabalho, muitos já possuem famílias as quais são responsáveis pelo sustento da mesma, com empregos que lhes exige em geral esforços físicos resultando em um cansaço no final do dia momento em que devem se dirigir para a escola. Desta forma, observa-se que o momento em poderiam estar descansando é o momento em que vão buscar o conhecimento e por isso é de grande importância a forma que são trabalhados pelo professor os conteúdos programados inclusive o que é determinado como tarefas.

Sendo assim, o conhecimento das individualidades e diferenças de cada um é um fator de grande importância para ser analisado pelo professor da EJA e a abordagem dos conteúdos ser adequada para este grupo com iguais características em certos aspectos, mas com aspectos diferenciados em outros que vão influenciar no sucesso da aprendizagem.

Ao realizar as entrevistas com os mesmos, notei uma alegria por parte de muitos de estarem descobrindo novos conhecimentos. É importante ressaltar que a entrevista foi feita com o ensino médio, portanto o nível de conhecimento e experiências é um pouco maior dos alunos da educação básica. Mostraram orgulho de estarem estudando permitindo inclusive que fosse feito fotos para publicação.