domingo, agosto 30, 2009

Alfabetização.Como?

Com bastante satisfação tomei conhecimento do conteúdo abordado na interdisciplina “Linguagem e Educação”. Como professora de uma classe de alfabetização sempre me questiono o quanto devemos achar que todos as crianças são capazes de alfabetizarem-se em um prazo igual para todos. Muitas vezes passa-me a impressão que os pedagogos responsáveis por certos métodos e programas, nunca estiveram em uma sala de aula de um bairro pobre de periferia.

Ao olharmos vídeos de projetos já podemos notar grandes diferenças como número de alunos, condições de vestimentas que demonstram os cuidados que estas crianças tem por parte dos seus pais, espaço físico e material disponível. Isto seria apenas a primeira impressão. Ao analisarmos mais a fundo podemos pensar na bagagem destas crianças trazidas de suas experiências e vivências. Difícil pensar que uma criança que jamais pegou um livro de histórias ou rabiscou um papel, poderá ter o mesmo rendimento que uma criança que ouve histórias de sua mãe, convive com adultos que tem o hábito da leitura e costuma ter contato com papéis, figuras, tesourinha, lápis de cor ou até mesmo que frequentou escolinhas. Aí já começam as dificuldades. Ao chegarmos a agosto, temos crianças que estão decodificando sinais com ensaio para a leitura, formam frases oralmente e tentam através de hipóteses escrevê-las enquanto outros pelos mais diversos motivos ainda não conseguem pintar dentro dos limites, não têm ainda segurança para cortar papéis, usar a cola, escrever dentro de uma linha e até mesmo escrever o próprio nome. Somos incompetentes? Não aplicamos o método de forma correta? Angústias que nos inquietam ao aproximar o final de ano, ocasião em que nenhuma criança poderá ficar detida no 1º ano e será promovida sem um mínimo de condições para prosseguir a sua alfabetização.

quarta-feira, junho 17, 2009

Difícil



A cada semestre que passa novas alegrias e outras profundas frustrações vem se acumulando na bagagem de minha experiência. Não tem sido fácil, apesar de ser bastante prazeroso conciliar todas estas atividades, mas não deixo de me sentir capaz de realizá-las. Só lamento que muitas vezes as pessoas fazem julgamentos não respeitando a individualidade das pessoas. Não tenho o hábito de ficar enumerando todas as minhas atividades e compromissos porque se os tenho a responsabilidade é minha, porém acho que quando fizermos julgamentos torna-se necessário conhecermos as realidades para não cometermos injustiças. Como tudo na vida aprendemos com as nossas experiências e estes acontecimentos na minha vida proporcionam aprendizado para a minha profissão permitindo que eu não incorra no mesmo erro com minhas crianças e colegas.

domingo, junho 14, 2009

Educação


Outra disciplina que me traz muita satisfação de trabalhar é Filosofia da Educação. A leitura de Adorno e Kant me ajudaram a refletir muito sobre a minha profissão.

Infelizmente ainda não encontramos o modelo ideal para trabalhar com nossas crianças e adolescentes, mas o importante para mim é claro, é que estamos sempre buscando o melhor e de alguma maneira vamos colhendo bons frutos com o nosso trabalho.

Como já comentei outras vezes, tenho duas meninas alunas da manhã, da turma de quarta série que passam a tarde toda comigo, auxiliando no atendimento do 1º ano e ao mesmo tempo fazem o tema e não ficam na rua. Elas tem se mostrado excelentes “cuidadoras” de crianças sabendo lhes dar limite e carinho. Quem sabe não serão no futuro, “educadoras".

Projeto de Aprendizagem 2



Continuo com as pesquisas do Projeto de Aprendizagem. Tenho muito prazer em trabalhar desta forma. O mais importante é realmente comprovar que através desta forma de aprender, os conhecimentos adquiridos se tornam parte da nossa vida e proporcionam uma certa elevação na nossa auto-estima. A busca do entender é cansativa, entretanto também é muito satisfatória. Estou ansiosa pela implantação da banda larga no nosso laboratório de informática para poder trabalhar com minhas crianças como “gente grande”.