sábado, abril 28, 2007

Tempo para absorver conteúdos


Certa vez, em uma situação de muito sofrimento para mim e meu marido, um médico disse que precisavamos “metabolizar” o que estava acontecendo. Nunca mais esqueci esta expressão e com o tempo fui entendendo o que ele quis dizer com isto. Acho que tudo precisa ser absorvido e metabolizado, tanto pelo nosso organismo como pelo nosso cérebro, inclusive o conhecimento. Na aula inaugural de “Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I” a professora comentou que tinhamos muito conteúdo para trabalhar e levaríamos um tempo paera absorvê-los. Realmente, não sei se só eu tenho esta dificuldade, mas, sinto que o que eu vejo e leio dos conteúdos em uma semana, depois de alguns dias compreendo e administro de forma diferente, tomando consciência dos mesmos de outras formas. Acho que esta é a caminhada da apropriação dos conhecimentos.

Um pouquinho de frio


Como é bom abrir a janela e sentir que a pele se arrepia de frio, mesmo que seja só um pouquinho. Adoro esta temperatura. Adoro a terra em que vivo. O meu provinciano e arrogante (como diz uma colega) Rio Grande do Sul. Não troco este lugar por nenhum outro no mundo.

quinta-feira, abril 26, 2007

Renovando Esperança


Voltando às aulas, voltei a sentir mais energia na minha vida.
Estar em contato com nossas experiências de aprendizagem, em contato com pessoas que pensam na educação como uma forma de melhoria na qualidade de vida da humanidade me renova a esperança e desejo de participar deste mundo. Acho que estudar se tornou a melhor terapia para mim. Esta avalanche de novos conhecimentos faz me sentir necessária para o mundo.

quarta-feira, abril 04, 2007

Mais uma etapa para vencer

ÁGUA
Garganta do Diabo - Foz do Iguaçu
Ouvindo as notícias no começo deste ano sobre o aquecimento global, poluição e perigo de escassez da água,me veio na memória as imagens de paisagens exuberantes da natureza principalmente relacionadas a água vista em viagens de forma abundantes para alguns, sabendo escassa para outros tantos. Cada vez mais aumenta a nossa responsabilidade como educadores de conscientizar nossas crianças no compromisso da preservação do meio ambiente.

Glacial Perito Moreno - Patagônia -Argentina


terça-feira, abril 03, 2007

Tocando em frente

O Pôr-do-Sol visto da janela de meu quarto



Tocando em Frente
Almir Sater-Renato Teixeira


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

A letra desta canção fala muito de mim e o fim do dia é o momento em que paro para pensar.

sábado, dezembro 23, 2006

ECS 10 Postagem Final

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura, Sociedade.
Semana 12 - ECS 10
Pólo Alvorada
Neusa Teresinha Dias Teixeira

Durante estes dias acompanhei os depoimentos das colegas sobre o ser professora / ser professor e estive em constante dilema sobre o que é o "meu" "ser professora" .
Muitas vezes ouvi de colegas dizerem que decidiram ser professoras porque gostavam de crianças. Acho importante, mas não é tudo.
Passei a me analisar e revendo toda a minha vida profissional como professora e como monitora de crianças com deficiências múltiplas observei que o "meu" "ser professora" foi um pouco de ser educadora, ser orientadora, ser mãe, ser amiga, ser confidente. Porém acho que o mais importante de tudo sempre foi o acreditar no que faço e jamais perder a esperança.
Para mim o "ser professora" é em todos os momentos em que trabalho com uma criança é ver nela um agente transformador da sociedade, mas com valores, consciente dos seus direitos, mas nunca esquecendo dos seus deveres e de que todos também têm os mesmos direitos e deveres, que não existem coisas meio certas e nem meio erradas. É fazer que se aproprie dos saberes que lhe são transmitidos na Escola e os utilize-os para enfrentar as situações que a vida vai lhe apresentar. "Ser professora" é aprender com a riqueza da bagagem que ela traz consigo para melhor dialogar com a criança e melhor inseri-la na aprendizagem; é poder se comunicar com a família para trazê-la para junto de si e juntos executarmos a tarefa da educação. "Ser professora" é respeitar a individualidade da criança, é promover a dupla troca de experiências e conhecimentos, é construir e interferir na realidade é organizar e trabalhar na construção de saberes. É valorizar o meio em que ela vive e ela ofereça naquilo que escolher, sempre o melhor de si."Ser professora" é se fazer ouvir por todos, crianças, comunidade, escola, direção, governos, pois a professora e aquela que realmente conhece a realidade da criança e as necessidades que ela e as crianças passam para melhor desenvolveram o processo de aprendizagem.
Como disse a colega Maria Jacques do Pólo de São Leopoldo: O professor que sabe usar e produzir diálogos não necessita mais de greves, visto que elas pouco ou de nada adiantam, é preciso espírito revolucionário, como os mestres da literatura, palavras... palavras são as nossas melhores armas. Na questão da valorização o nosso potencial está na afetividade, no respeito, na conscientização das massas como ressalta Freire, pois somente com uma ação cultural chegaremos a uma crítica racional e rigorosa à ideologia comprometida com a conscientização. Vejo aqui uma ótima oportunidade para usarmos as palavras.
Enfim, "ser professora" é se emocionar, é chorar, é sorrir, é dar boas gargalhadas com as coisas que nossas crianças dizem; é brigar, é discutir, é confraternizar com as colegas, com a direção, é reclamar do governo, e no final do ano é sofrer com as despedidas de nossos meninos e meninas e ao mesmo tempo a satisfação de saber que um pouquinho de nós ficou para eles e deles ficou para nós. Enfim de maneira certa ou não " EU AMO SER PROFESSORA ".

domingo, dezembro 17, 2006

Justa Alegria - Campeão do Mundo

Nada mais justo que uma bela comemoração entre um trabalho e outro, entre uma leitura e outra, entre um memorial e outro entre um outro e outro , entre um ops e outro, entre ................z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z .................

sábado, dezembro 16, 2006

ECS 11- Reflexões Pessoais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura, Sociedade.
ECS 11
Pólo Alvorada
Neusa Teresinha Dias Teixeira

Conversando no fórum do ECS 11, fazendo as visitas e lendo o texto “Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil: Entre Estado, Privatização e Descentralização” fui absorvendo uma grande quantidade de informações que não poderia colocar todas neste momento. Vou citar algumas que me vêem de imediato talvez por eu defender com mais afinco e simpatizar mais. Sou totalmente favorável ao Programa Escola Tempo Integral.”A essência do projeto é a permanência da criança e do adolescente na escola, assistindo-o integralmente em suas necessidades básicas e educacionais, ampliando o aproveitamento escolar, resgatando a auto-estima e capacitando-o para atingir efetivamente a aprendizagem, sendo alternativa para redução dos índices de evasão, de repetência e de distorção idade/série. É a escola pública o tempo todo ao lado da comunidade”.Acredito e tenho esperança que um projeto desta espécie cumprido de fato como se propõe venha a ter excelentes resultados.
Mas entre projetos, conversas e leituras cheguei a seguinte conclusão: A escola pública (ensino fundamental – atualmente 1ª à 8ª série e ensino médio) não prepara o aluno para cursar a universidade pública. Já a escola particular prepara o aluno para cursar a universidade pública. Isto é uma distorção. Por que acontece?

domingo, dezembro 10, 2006

ECS 10- Postagem Inicial

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura, Sociedade.
Semana 10 - ECS 10
Pólo Alvorada
Neusa Teresinha Dias Teixeira

Comecei esta atividade tarde, mas consegui participar bastante da estória. Tive dificuldade para iniciar como todas as atividades. A arrancada para mim sempre é difícil devido a minha insegurança. Para completar, quando estava postando fiz uma grande confusão e fui socorrida por uma das tutoras da sede e tive apoio também da Suzana. Andei entrando em uma sala que não era da minha letra, mas como o assunto era interessante resolvi participar.Estou gostando muito da tarefa. Pretendo continuar acompanhando as conversas, pois tem ajudado muito no meu conceito de SER PROFESSORA além do mais falar sobre Paulo Freire sempre é agradável e enriquecedor.Muito da minha formação apesar de ter sido tradicional, foi se modificando graças a minha inquietação e inconformidade com a realidade com a qual eu me defrontava fazendo com que buscasse sempre através de leituras e cursos de atualizações formas de modificar moldes com os quais eu não concordava e trabalhar sempre em colégios particulares me proporcionava isto, principalmente uma educação mais libertadora.

Formatura do meu neto
















Meu neto Samuel está enfrentando todos os obstáculos que a vida colocou na sua curtíssima vida e já está quase lendo passando agora para a 1ª série. É um exemplo de força de vontade e de amor à vida e muita alegria.

Festa dos Calouros

É uma pequena amostra. Muito do que aconteceu já puderam acompanhar pelo http://peadalvorada.pbwiki.com/Festa%20Calouros . Foi um momento de muita alegria, descontração e encontros ( e desencontros ).
Talvez por insegurança, cansaço da época do ano, timidez, calor do dia, não houve muitos entrosamentos com os outros pólos, mas tenho certeza que teremos outras situações de maior interação. Pelo menos espero.

Inauguração do novo Pólo e Visita do Reitor

Foi um grande momento para todas nós. Acho que todos estes acontecimentos ficarão marcados na história deste curso que para muitas de nós é um sonho que está sendo realizado. Neste dia ganhamos o "boton" da Ufrgs das mãos do Reitor, uma forma simbólica de nos dar as boas vindas.

Dias Menores

Quando se aproxima o final de ano, os dias parecem que ficam menores ou então ficamos mais lentas e não conseguimos dar conta de tantas coisas a fazer. Vamos ver se consigo colocar os pensamentos em ordem...
Aconteceram tantas coisas boas nestes dias em que eu não postei que preciso me organizar para contar tudo.

domingo, novembro 12, 2006

Encontro no pólo

Ontem tivemos um encontro no pólo.
Acho importante estes encontros e tem solucionado algumas dúvidas que às vezes aparecem. Para mim, porém o mais importante é poder estar em contato principalmente com os professores independente de eu conversar pessoalmente com eles ou não.
A simples presença deles faz me sentir mais pessoa e menos trabalho, menos atividade. Além disto é uma oportunidade para eu me sentir integrada de fato em um grupo podendo desta forma entrar em contato e conhecer mais as minhas colegas.
Discordo de muitas das queixas apresentadas, mas respeito as opiniões e espero que as colegas consigam superar todas as dificuldades que encontram. Da minha parte se eu puder fazer algo, estarei a disposição dentro das minhas limitações.

ECS 8 ( continuação)

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura, Sociedade.
Neusa Teresinha Dias Teixeira
ECS 8 ( continuação)
Pólo: Alvorada

Relato da Atividade

Acreditando já estar formado o grupo do G1, visitei novamente o blog das colegas integrantes com mais atenção tentando conhecê-las melhor. É interessante que a cada visita as conhecemos um pouco mais, nas suas particularidades, seus sonhos, suas buscas. São todas mais novas que eu e transmitem muita força de vontade para realizar seus objetivos.
Seus relatos me enchem de esperança de que de fato estamos aqui para tentar melhorar o nosso mundo através da educação.
Senti que a maior dificuldade de todas é o tempo.Já cheguei à conclusão que todas nós temos problemas com o tempo e que na verdade a nossa vontade de realizar tantas coisas nos obriga talvez a ter muito mais que 24 horas no dia. Como tudo na vida conseguiremos vencer também este obstáculo, pois somos todas decididas e confiantes que entramos nesta jornada para vencer.
Não discordo das colegas que sugerem que os trabalhos sejam feitos com as alunas do pólo, mas também acho que somos uma grande turma que provavelmente juntas farão uma grande mudança na educação todas ao mesmo tempo e para isto é bom que troquemos experiências.
Considero o grupo mais ou menos homogêneo e com possibilidade de realizar um bom trabalho.Quero continuar mantendo contato com elas durante todo o curso, pois tenho certeza que será enriquecedor para mim.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Primeiras brigas

Estes últimos dez dias foram os mais difíceis para mim desde que começou o curso.Passei grande parte do tempo brigando com o computador e cheguei à conclusão que estamos tendo problemas de adaptação: eu e ele.
Porém, sei que teremos que ter uma relação duradoura e por isto estou disposta a aceitá-lo do jeitinho que ele é.
Talvez não consigamos ter uma linda história de amor, porém vou tentar pelo menos que tenhamos uma relação harmônica.

domingo, novembro 05, 2006

ECS 7

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura, Sociedade.
Neusa Teresinha Dias Teixeira
ECS 7.
Pólo: Alvorada
Marx - Karl Heinrich. Economista, filósofo e socialista alemão nasceu em Trier a 5 de maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de março de 1883. Estudou na universidade de Berlim e formou-se em Iena, em 1841.Em 1842 assumiu a chefia da redação de um jornal Renano em Colônia, onde seus artigos radical-democráticos irritaram as autoridades.Em 1844 conheceu em Paris, Friedrich Engels, começo de uma amizade íntima durante a vida toda.Foi, no ano seguinte, expulso da França, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exilados. Em 1848, publicou junto com Engels “O Manifesto Comunista”, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada marxismo.Em 1867 publicou Marx o primeiro volume de sua obra mais importante: O Capital, um livro principalmente econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc. Marx reuniu documentação imensa para continuar esse volume, mas não chegou a publicá-lo. Os volumes II e III de O Capital foram editados por Engels, em 1885 e em 1894. Outros textos foram publicados por Karl Kautsky como volume IV (1904-10).

Engels – Friedrich. Socialista alemão nasceu em Barmen a 28 de novembro de 1820 e morreu em Londres a 5 de agosto de 1895. Filho de um rico industrial foi na mocidade impressionado pela miséria dos operários e pela devoção sentimental dos pietistas.Em 1842 assumiu a direção da sucursal da fábrica do pai em Manchester, o que lhe deu oportunidade para estudar a situação do proletariado inglês.Aproximou-se de Marx e entrou em organizações socialistas clandestinas.Passou a vida inteira na Inglaterra, colaborando nos estudos e nas publicações de Marx e ajudando-o generosamente.A vida de ambos é a história de uma amizade sem desfalecimento.

Marx e Engels viveram em uma época de movimentos contra a burguesia dominadora, exploração do trabalho dos camponeses, de mão-de-obra operária distanciando cada vez mais as classes, e de reflexões sobre o materialismo, trabalho e concentração de capital.
Questionavam com as classes dominadoras tentando ao mesmo tempo através de meios de comunicação baratos esclarecer as classes de menor poder aquisitivo.
Valorizavam o trabalho e o esforço humano e, portanto deveria ser mais bem remunerado.